Sábado, 4 de Dezembro de 2021
©Márcia Fernandes

Na “incerteza e instabilidade”, o país e a região esperam “ainda mais” das instituições

O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), António Cunha, afirmou hoje que, em contextos de “incerteza e instabilidade”, o país e a região esperam “ainda mais” das suas instituições.

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António Cunha fez hoje, durante o primeiro Fórum Autárquico da Região Norte, que decorreu em Vila Real, um balanço do seu primeiro ano de mandato à frente da CCDR-Norte.

“Fazer balanços é certamente um modo também de ganhar balanço, ganhar ‘momentum’, em direção a um futuro que se faz muito próximo e desafiante, e que exigirá muito da região, das suas instituições e do poder local”, salientou.

E acrescentou: “se isto era verdade até ontem [terça-feira], ou até à semana passada, penso que é importante dizer hoje que em contextos de incerteza e instabilidade, o país e a região esperam ainda mais das suas instituições”.

“Por esse motivo, procurámos neste primeiro ano de mandato proceder a um exercício que gosto de chamar de reinstitucionalização da CCDR-N”, afirmou no seu discurso.

Por isso, apontou, foi apoiada a agenda estratégica do Conselho Regional e retomado o funcionamento do Conselho de Coordenação Intersetorial, um órgão da CCDR-N que “não reunia há seis anos”, e que deve juntar à mesma mesa dirigentes regionais do Estado e entidades intermunicipais.

“Acreditámos que o diálogo é uma força. Uma força para um Norte mais coeso, mais conectado, com mais voz. Almejamos e professamos um Estado mais desconcentrado e mais descentralizado, um Estado mais ágil e próximo dos territórios, das instituições, das empresas e dos cidadãos, mas não deixamos de encontrar respostas com os recursos que temos”, salientou.

Durante este mandato, frisou, foi construído “um intenso diálogo na região Norte”.

O fórum, explicou, “resulta de duas motivações importantes e complementares”, o “dever de prestar contas do trabalho empreendido ao longo do último ano” e o novo ciclo autárquico iniciado em outubro.

O presidente da CCDR-N assumiu ainda o compromisso de promover, anualmente, este fórum autárquico, sob a forma de um “Debate do Estado da Região Norte”.

“Tão importante como definir estratégias é acompanhá-las, medir a sua implementação e os seus impactos transformadores na vida da região”, frisou.

O fórum serviu também para distinguir o arquiteto Álvaro Siza Vieira com o título “Personalidade do Norte”.

António Cunha prestou o seu tributo ao homenageado e salientou que Siza Vieira é “reconhecido como um dos mais relevantes nomes da arquitetura mundial e o mais prestigiado arquiteto português”.

“É também uma personalidade do Norte de corpo inteiro, fiel às suas raízes. Pelo seu percurso de criador de valor excecional e pela dimensão internacional que alcançou, a CCDR-N distingue-o muito justamente como ‘Personalidade do Norte’”, salientou.

António Cunha referiu que a região Norte tem e precisa das suas referências, das suas personalidades, dos seus “heróis” e, por esse motivo, disse que a CCDR-N irá distinguir regularmente personalidades da região Norte, de diferentes quadrantes de atividade, que tenham contribuído para a afirmação, o desenvolvimento e a internacionalização do Norte de Portugal.

Por fim, anunciou que, para “distinguir, inspirar e promover a capacidade empreendedora” da região Norte, em diferentes setores, a CCDR-N lançará em 2022 a iniciativa “Prémios Mais a NORTE”, sinalizando histórias de sucesso e “boas práticas” em investimentos com acesso a fundos comunitários.

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