Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes
Nasceu em Montalegre há 200 anos Raul Brandão chamou-lhe Filósofo e Santo
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Veio ao mundo em 11 de janeiro de 1814, na aldeia mais próxima da vila de Montalegre. Faleceu em 23 de abril de 1903, em Stº Emilião, freguesia da Póvoa de Lanhoso, tendo sido sepultado com fama de santidade. O escritor Raul Brandão conheceu-o, pessoalmente, nos últimos anos da vida. Foi o último Padre Crúzio. Chamou-se Joaquim Álvares de Moura, mas as populações periféricas a Santo Emilião e S. Martinho do Campo, já em vida, o consideravam «santo», tratando-o por D. Joaquim da Boa Morte. Quis ser envolto numa manta tecida por sua mãe e sepultado em campa rasa, no adro da Igreja Paroquial, daquela freguesia Minhota. É do conhecimento de toda a redondeza que ainda hoje, volvido mais de um século, diariamente, aflui à sepultura, em romagem de fé e de agradecimento, por graças recebidas, gente de muitos lados. Há testemunhos gravados, escritos e orais de muita gente que se «pegou» com ele e que, convictamente, afirma ter sido miraculada. Nunca, nos 111 anos já decorridos, nas lanternas do seu túmulo faltou azeite. Mais: em muitas das habitações da freguesia, à entrada da porta principal, existem azulejos com a sua imagem e com invocações de uma religiosidade crescente.
Raul Brandão nascido na Foz do Douro, mas casado em Guimarães com Angelina Pereira, quando ali prestou serviço militar, como capitão, refugiou-se da peste bubónica, na Quinta que Maria Angelina possuía entre Stº Emilião e S. Martinho do Campo. Nessa quinta havia uma «Fonte de Boa Água» à qual o povo baptizou de água santa, em homenagem a D. Joaquim da Boa Morte. Aí se conheceram e conviveram, por essa altura. Além de militar e de escritor, Raul Brandão era também jornalista. Nessa qualidade, publicou no «Comércio do Minho», de 25 de abril de 1903, uma nota necrológica, na qual escreveu: «na freguesia de Santo Emilião, concelho da Póvoa de Lanhoso, faleceu anteontem, o Rev.º
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