Sábado, 6 de Junho de 2026
D. António Augusto Azevedo
D. António Augusto Azevedo
Bispo da Diocese de Vila Real

Natal: renascer da esperança

Em cada Natal celebramos o nascimento daquele que há dois mil anos veio habitar entre nós, Jesus, nascido de Maria. Deus enviou o seu Filho, o Messias tão desejado. Ele encarnou na história como rebento novo de luz, vida e esperança.

Celebrar o Natal com autêntico espírito cristão significa, antes de mais, abrir o coração àquele que veio e que vem, deixar que Ele tenha espaço e lugar nas nossas vidas, nas famílias e comunidades. Significa dar lugar à vida porque o Natal é proclamação da vida, com toda a sua fragilidade e grandeza, com o que tem de mais humano e de mais sagrado.

Se acolhermos esta vida em plenitude que, vinda do céu, nos foi dada em Jesus Cristo, poderemos olhar a realidade a outra luz e com outra esperança. Deus deu-nos o Filho como sinal de confiança na humanidade, de afirmação da vida e proclamação dos valores da paz e da fraternidade entre os homens. Acolhê-lo de verdade representa um compromisso renovado na defesa e promoção desses valores.

Neste Natal terá lugar a abertura do Ano Jubilar. Proclamaremos que Jesus é o grande fundamento da nossa esperança. Todo aquele que O acolhe e acredita n’Ele não se deixa vencer pelo fatalismo ou pela resignação, não se refugia na indiferença ou no egoísmo, mas permanece fiel à esperança que Ele nos trouxe.

O Natal foi o início de uma bela história de Deus com os homens, uma aventura que hoje somos desafiados a continuar a viver. Podemos fazê-lo todos os dias quando multiplicamos os sinais de reconciliação, os gestos de partilha e de solidariedade. De forma concreta, este ano somos convidados a ajudar as populações mais pobres da Terra Santa, numa iniciativa da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

-PUB-

Às famílias da nossa diocese de Vila Real envio os meus votos amigos de um Natal cheio de alegria, vivido em grande espírito de comunhão. Que o Menino Jesus abençoe todos os casais e seja modelo e proteção para as crianças e os jovens.

A todas as comunidades cristãs endereço as minhas saudações e votos de que vivam este Natal em atitude de fé e de louvor. Que os cristãos, unidos em comunhão com os seus pastores, cantem sempre as maravilhas de Deus.

Aos mais pobres, aos doentes, aos idosos, aos que estão sós, aos presos e a todas as pessoas que estão a passar por algum tipo de dificuldade, manifesto a minha proximidade e o meu desejo de que neste Natal sintam que Deus não os esquece e que os irmãos não os abandonam. Dessa forma vejam nascer uma luz de esperança nas suas vidas.

De modo especial aos nossos emigrantes que celebram o Natal em terras estrangeiras envio uma forte saudação. Da mesma forma, aos imigrantes há poucos chegados ao nosso território desejo que se sintam bem acolhidos e experimentem toda a novidade do Natal.

A todos os homens e mulheres de boa vontade desejo um Santo e Feliz Natal. Que Jesus, nascido em Belém, ilumine os nossos caminhos, nos abençoe na paz e renove na esperança.

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