Num vasto território, onde a falta de gente é uma dura realidade, o grande desafio é captar mais alunos.
Adelino Tomé, diretor do agrupamento, sublinha que se tem tentado captar alunos de outros concelhos. “Por exemplo, na parte alta do concelho de Vila Real, temos conseguido trazer alunos para o pré-escolar e 1º ciclo. E prova disso é que este ano letivo temos três turmas de 1º ano, o que já não acontecia há muito tempo. Se os alunos não existem cá, é sinal que vêm de algum lado”.
Apesar destas contrariedades, o diretor reconhece que a tutela tem sido compreensiva com os problemas do território. “Ano após ano tem havido respostas positivas às nossas propostas, ao nível de abertura da oferta educativa, nomeadamente de cursos profissionais, em que por vezes temos turmas com poucos alunos, mas a tutela tem sido compreensiva com os problemas deste território”.
Outra preocupação é o sucesso e a inclusão. “Temos de nos preocupar com aqueles que têm mais dificuldades, mas também temos de ter respostas para que querem alcançar um sucesso mais alargado. Todos os anos temos alunos a entrar em medicina e em engenharias com as médias mais altas”, frisa o diretor, adiantando que o agrupamento tenta encontrar soluções para todos. “Para aqueles que saem e vão logo para o mercado de trabalho, mas também para aqueles que querem prosseguir os estudos. Continuamos a ter um protocolo com o Instituto Politécnico de Viseu para os alunos que queiram seguir para os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP)”.
A Escola Básica e Secundária Miguel Torga está a ser requalificada, num investimento superior a 5,5 milhões de euros, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.
A obra contempla a requalificação de todos os edifícios e a construção de um novo edifício para a biblioteca, arquivo e gabinetes para as associações de pais ou de estudantes, bem como a renovação do mobiliário da escola, construída na década de 80 do século passado e onde a única intervenção que se realizou, em 40 anos, foi a retirada do amianto das coberturas.
Adelino Tomé destaca a importância da obra para os cerca de 300 alunos que ali estudam. “Tentamos manter a escola em condições, mas a degradação do tempo e dos muitos milhares de alunos que ali passaram. A manutenção tem custos elevados e esta foi uma oportunidade única, que muito me agrada enquanto diretor. E também é muito bom para a comunidade de Sabrosa. A intervenção terá de estar concluída em junho de 2026”.





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