Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2021
José Pinto
Técnico Superior de Educação na Câmara Municipal de Vila Real

O “sinal admirável” do Presépio

No passado dia 1 de dezembro, Domingo I do Advento, o Papa Francisco tornou pública a Carta Apostólica “Admirabile Signum” (“Sinal Admirável”), sobre o significado e valor do Presépio.

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E quis fazê-lo em Greccio (mais precisamente no Santuário do Presépio), na localidade onde, segundo a tradição, S. Francisco de Assis, no dia de Natal de 1223, fez a representação do nascimento de Jesus. Esta Carta é um verdadeiro Decálogo sobre o Presépio, que se lê com muito agrado e de um único fôlego.

Escreve o Papa Francisco que, “Com esta Carta, quero apoiar a tradição bonita das nossas famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças… Trata-se verdadeiramente dum exercício de imaginação criativa, que recorre aos mais variados materiais para produzir, em miniatura, obras-primas de beleza.”

Durante a audiência às delegações que doaram o Presépio e a árvore de Natal, para enfeitarem a Praça de São Pedro neste Natal, o Santo Padre lembrou que o presépio é “uma maneira genuína de comunicar o Evangelho, num mundo que às vezes parece ter medo de recordar o que é realmente o Natal, e cancela os sinais cristãos para manter somente os de um imaginário banal e comercial”.

Ainda na Carta Apostólica, o Papa Francisco diz-nos que a representação do Nascimento de Jesus “no Presépio, ajuda a imaginar as várias cenas, estimula os afetos, convida a sentir-nos envolvidos na história da salvação, contemporâneos daquele evento que se torna vivo e atual nos mais variados contextos históricos e culturais.”

É pois, de saudar e de incentivar a criatividade de todos os que se dispõem a reproduzir o Presépio inicial, de modo a que, quem quer que seja que o veja, facilmente reconheça a mensagem que o Senhor nos quer transmitir, pois, como diz o Papa Francisco, “o Presépio faz parte do suave e exigente processo de transmissão da fé.”

No entanto, ainda que sob a capa de pretensas “criatividade” e “originalidade”, e independentemente de todo o empenho colocado na respetiva execução, não faz qualquer sentido construir um presépio que desvie a atenção de quem o vê do que ele nos deve manifestar: “a ternura de Deus” (Papa Francisco). Ou, ainda, que nos possa provocar sentimentos díspares que nos façam esquecer quem É o único protagonista do Presépio e do acontecimento de cada Natal: o Menino Jesus! 

Termino, fazendo votos de que neste Natal, o Príncipe da Paz seja acolhido festivamente no vosso coração, e no coração de todos os vossos familiares e amigos!

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