Aquele que é considera o “maior orçamento de sempre” para Sabrosa, tem um aumento de 7,7% face ao valor do documento de 2025, informando o município, em comunicado, que se traduz em “mais investimentos e na consolidação de projetos estruturantes que irão transformar e desenvolver o território sabrosense”.
Em declarações à VTM, a presidente da autarquia, Helena Lapa, considera que o orçamento é “fortemente” influenciado por obras em infraestruturas necessárias à vida do concelho, cujas candidaturas a fundos europeus, como Plano de Recuperação e Resiliência, foram aprovadas e têm de ser executadas.
Quanto às obras públicas contempladas no documento agora aprovado, a câmara destaca a conclusão do projeto da Estratégia Local de Habitação, a requalificação da escola Miguel Torga e do Mercado Municipal, a criação do Centro Cultural e Biblioteca Municipal Manassés Lacerda e a construção de um novo quartel para a Guarda Nacional Republicana.
A “requalificação da escola Miguel Torga foi uma candidatura no âmbito do PRR e terá que estar concluída até junho de 2026”, explicou a autarca sabrosense. “É uma das obras que influencia fortemente o orçamento. E acima de tudo, o facto de termos de executar as candidaturas a que nos submetemos, fez com que o orçamento ficasse com esta dimensão”.
Helena Lapa realça que houve necessidade de “adequar o investimento” no orçamento de 2026. “A requalificação do mercado municipal, é, também, uma obra prioritária. A Rota dos Miradouros é outra. Temos que cumprir com aquilo que temos no nosso quadro prioritário”.
Também é prioridade, para o executivo, segundo a presidente do município, a “habitação e o emprego”. Como tal, “temos em 2026 que concretizar a estratégia local da habitação, que foi uma forte componente que influencia o orçamento”.
O vereador da oposição, Mário Varela, tem uma opinião contrária à presidente Helena Lapa, apesar de não ter votado contra a aprovação do documento. “Como aconteceu em 2021, demos o benefício da dúvida a quem ganhou as eleições e optamos pela mesma situação agora, ou seja, demos o benefício da dúvida a quem ganhou as eleições e abstivemo-nos na votação do orçamento para 2026”, disse à VTM.
Mário Varela salienta que foram apresentadas “algumas propostas que na sua grande maioria não foram acolhidas. E também não estávamos à espera”. O vereador da oposição garante que o que querem “é, fundamentalmente, é apostar em investimentos estruturantes, uma vez que acreditarmos que Sabrosa tem um potencial e tem condições para ter outros níveis, outros índices de desenvolvimento que neste momento não tem”.
Assumindo que irá apresentar “alternativas válidas, que de alguma forma projetem Sabrosa para um lugar que é mais do que merecido em termos de desenvolvimento”, Mário Varela dá como exemplo a aposta “numa urbanização com custos controlados, nomeadamente na zona de São Martinho de Anta, que nos permitisse atrair a população do concelho de Vila Real para o concelho de Sabrosa”.
Também sobre as obras na escola Miguel Torga, o vereador apresenta dúvidas sobre o caminho traçado. “É um projeto que foi elaborado sem qualquer tipo de critério, já foi alterado uma série de vezes e não serve os interesses da população escolar”, diz o vereador, acrescentando que “estão a ser gastos, neste momento, várias centenas de milhares de euros em obras que eu não percebo qual o real objetivo, nem onde acrescenta qualidade ao ensino que é ministrado na escola Miguel Torga”.
Sobre a acusação de falta de acolhimento às propostas da oposição, a presidente da Câmara Municipal de Sabrosa argumenta que houve um consenso na “questão da comparticipação na fatura da água aos munícipes”, admitindo que a solução aprovada em orçamento “foi em encontro também à proposta do PSD, porque aumentamos a comparticipação, sobretudo nos escalões mais baixos”.
Apoios sociais contemplados
Os apoios sociais são mantidos no documento orçamental para 2026, que inclui o apoio à habitação jovem, atribuição de bolsas de estudo e incentivos à natalidade.
Sobre a questão dos apoios sociais, Helena Lapa realça a manutenção desses programas, mas é cautelosa. Apesar de manter os apoios, “não aumentamos as comparticipações”, diz a presidente do executivo camarário, uma vez que não considera “prudente estar a assumir compromissos relativamente aos investimentos que são uma componente muito forte de fundos próprios”. A autarca sublinha é necessário “ter tesouraria para aguentar esse impacto”.
O executivo municipal considera que o orçamento “mantém presente Medidas Fiscais de atração ao investimento e às famílias e apoios sociais transversais a toda a comunidade e, autarquia realça, ainda, que “o documento reforça o compromisso com a cultura e o desporto, promovendo a descentralização e dinamização de eventos culturais e desportivos”.




