Sábado, 2 de Maio de 2026
IgrejaPapa convida católicos a serem “portadores de comunhão e de paz”

Papa convida católicos a serem “portadores de comunhão e de paz”

O Papa convidou os católicos de todo o mundo a serem “portadores de comunhão e de paz”, horas antes de presidir à Missa e procissão do Corpo de Deus, que se assinalou em vários países, incluindo Portugal.

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“Que esta celebração seja um sinal luminoso do nosso compromisso de sermos todos os dias, a partir do altar e do sacrário, portadores de comunhão e de paz uns para os outros, na partilha e na caridade”, disse Leão XIV, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação da oração do ângelus.

Perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, incluindo os participantes no Jubileu dos Governantes, iniciado no sábado, o pontífice apresentou uma reflexão a partir da passagem do Evangelho de São Lucas que narra o milagre dos pães e dos peixes (Lc 9, 11-17).

“Para alimentar milhares de pessoas vindas para o ouvir e pedir curas, Jesus convida os apóstolos a apresentarem-lhe o pouco que têm, abençoa os pães e os peixes e ordena que os distribuam a todos. O resultado é surpreendente: não só cada um recebe comida em quantidade suficiente, como sobra em abundância”, referiu.

O milagre, mais que um prodígio, é um sinal e recorda-nos que os dons de Deus, mesmo aqueles pequeninos, quanto mais partilhados são, mais crescem”.

Leão XIV sublinhou que, “na raiz de toda a partilha humana há uma outra maior e anterior a ela”, que parte de Deus.

“Ele, o Criador, que nos deu a vida, para nos salvar pediu a uma das suas criaturas para ser sua mãe e dar-lhe um corpo frágil, limitado, mortal, como o nosso, confiando-se a ela como uma criança. Partilhou assim, profundamente, a nossa pobreza e, para nos resgatar, escolheu servir-se do muito pouco que lhe podíamos oferecer”, precisou.
O Papa evocou os sentimentos de quem oferece um presente e vê que ele é “apreciado por quem o recebe”.

“Na eucaristia, entre nós e Deus, o Senhor acolhe, santifica e abençoa o pão e o vinho que colocamos sobre o altar, juntamente com a oferta da nossa vida, e transforma-os no Corpo e Sangue de Cristo, sacrifício de amor para a salvação do mundo. Deus une-se a nós acolhendo com alegria o que levamos e convida a unirmo-nos a Ele, recebendo e partilhando com igual alegria o seu dom de amor”, acrescentou.

A solenidade do Corpo e Sangue de Cristo celebrou-se em Portugal no 60.º dia após a Páscoa (19 de junho em 2025), uma quinta-feira, ligando-se assim à Última Ceia. Nos países onde não é feriado civil, a celebração assinala-se no domingo seguinte.


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