Barroso da Fonte
Barroso da Fonte
Escritor e Jornalista. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Perdeu-se a humanidade – viva a brutalidade!

Na segunda semana de Janeiro a TVI levou ao programa da manhã uma tal Raquel que foi casada com um primo direito. Este pobre homem prestou serviço militar em Angola, durante sete anos. Regressou ao «puto» e casou com a prima, tendo nascido um filho que era o encanto de ambos. Em 2001, quando nada o fazia prever, porque sempre fora um homem calmo para com uma esposa dócil e um filho amoroso, o homem matou o filho com um tiro de pistola e, a seguir, suicidou-se. Ainda tentou matar a própria mulher.

Mas um vizinho apercebeu-se e, de imediato, acabou com a sua própria vida. Talvez para se libertar daquilo que pairava na sua perturbada mente. A viúva aceitou ir ao programa debulhada em lágrimas e luto pesado, para confessar que nunca aquele homem mostrara qualquer gesto agressivo para com o filho ou para com a mulher. A TVI ouviu um major, representante da Liga dos Combatentes que falou no Stress pós traumático e na urgência e inevitabilidade, em olhar para este tipo de cidadãos que, de um momento para outro, são vítimas da sua própria loucura mental, contraída ao serviço da guerra de que não era culpado. Disse claramente que essa lei já existe, mas não

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