A ULS explicou que vai reforçar a capacidade assistencial do polo através de mobilidade interna, para colmatar a ausência temporária dos profissionais. Um primeiro médico começou a trabalhar no local a 24 de julho e um segundo junta-se à equipa no final de agosto, num reforço que se mantém até ao regresso dos clínicos ausentes. A administração garantiu que a solução foi acordada, desde 17 de julho, com os médicos mobilizados, para assegurar a continuidade dos cuidados à população abrangida pela unidade.
A resposta s urge depois de a Câmara de Ribeira de Pena ter aprovado a moção “Pela Defesa do Direito à Saúde da População da Freguesia de Cerva e Limões”, que exige a colocação urgente de médicos de família no polo até ao final do mês. No documento, a autarquia disponibilizou-se também para colaborar ativamente com a ULS na resolução da falta de clínicos na Unidade de Saúde Familiar (USF) de Ribeira de Pena.
O presidente da Câmara, João Noronha, sublinhou que o polo serve cerca de 3.000 utentes e estava sem médicos há mais de dois meses. “Há uns meses vimo-nos confrontados com a falta de duas médicas no centro de saúde de Cerva, ambas por licença de maternidade”, explicou. Enquanto se aguardava por uma solução, os utentes têm sido transportados pelo município para a sede do concelh o, numa situação que o autarca classificou de rutura: “Esta situação tem-se arrastado há largos meses e estávamos numa situação de rutura”. A câmara aprovou ainda um apoio extra de 500 euros para cada profissional colocado no polo.
A primeira sinalização de reforço tinha chegado através da coordenadora da USF de Ribeira de Pena, Francisca Caetano, que dera conta ao autarca da possível colocação de uma médica no polo. Na altura, João Noronha alertava que ainda assim ficaria a faltar um clínico — lacuna que o reforço de dois médicos agora confirmado pela ULS vem colmatar.
Segundo a autarquia, o executivo tinha solicitado três reuniões ao Conselho de Administração da ULS — duas em maio e uma em julho — sem obter resposta até à data da moção. A ULS afirmou à Lusa que acompanha o caso desde que o constrangimento na USF de Ribeira de Pena foi reportado. “Estávamos preocupados com a falta de soluções da ULS, mas agora parece que terão olhado para a nossa necessidade com outros olhos”, reagiu João Noronha.


