Segunda-feira, 24 de Janeiro de 2022

Prevaleceu o espírito “Tribol”

Três dias de festa em que o desporto e a animação estiveram sempre presentes no espírito do Tribol, um torneio que já vai na 8ª edição em que saiu vencedor a equipa Sernor Caixilharias, seguida pela “Nãoélojadoandebol.com” e no terceiro lugar do pódio ficou “O Jardim”, uma equipa muito original em que os jogadores apresentaram nomes de flores nas t-shirts que envergaram durante o evento, uma ideia que primou pela diferença.

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Foram dezassete equipas em competição, mas o grande destaque vai para o espírito “Tribol”, que este ano foi cumprido à risca por todos os participantes. O diretor do torneio, Adriano Tavares, não poderia estar mais satisfeito com a evolução que atingiu esta iniciativa desportiva, em que a componente de animação também marca sempre presença. “Foi a melhor edição de sempre, em todos os aspetos. Apesar de nos jogos de voleibol e futebol haver sempre algumas situações de conflito, nesta edição foi tudo pacífico e o ambiente foi muito positivo. Temos um prémio designado ‘Espírito Tribol’ que todos mereceram nesta edição, dada a forma como tudo correu, em que prevaleceu o fair-play e a boa disposição”, realça o responsável máximo pelo torneio, adiantando que ao fim de 8 anos “parece que a mensagem passou”.

Os jogos da Estrelas foi um sucesso, com as bancadas a esgotarem para ver os craques a jogar na areia, que é sempre mais complicado que nos relvados ou nos pavilhões, neste último caso para a voleibol e andebol. “É uma ideia que veio para ficar”, sublinha Adriano Tavares.

Ao nível das infraestruturas que foram montadas no Codessais, em Vila Real, a melhoria foi notória em relação às edições anteriores, com a bancada a ganhar o dobro da lotação, o terreno de jogo apresentou-se sempre em boas condições para a prática das diferentes modalidades.

Houve ainda espaço para a realização das atividades complementares, com os ginásios e as academias a trazerem para o Tribol outro tipo de público. Além disso, as crianças tiveram os insufláveis e para os amantes dos desportos radicais houve tiro com arco, slide, uma multiplicidade de atividades que reforçam o slogan “o Tribol é muito mais”.

Apesar de na noite de sábado ter havido vários eventos na cidade, a Triparty foi um êxito e a atuação de Álvaro Costa “foi espetacular”. É uma “pessoa excecional, mostrou uma grande disponibilidade e achou extrema piada ao conceito Tribol”.

Desde a primeira edição que há várias equipas vindas de fora do concelho, com especial destaque para uma que vem de Aveiro desde a primeira edição, mas há outras que vêm de Chaves, Peso da Régua, Braga, Porto e de outras localidades. “São eles que nos ajudam a afirmar o Tribol como uma marca de Vila Real”, destaca o rosto do Tribol Adriano Tavares.

O vereador do desporto, José Maria Magalhães, esteve na festa de encerramento do torneio e referiu o orgulho que tem nesta iniciativa. Deu os parabéns a todos os intervenientes, pelo “ambiente espetacular” que aqui se viveu. “Vila Real merece este acontecimento”, sublinhou.

Já a pensar na próxima edição, o responsável pelo desporto na autarquia fez um desafio ao Adriano, e à sua equipa, para continuar com este evento, que muito orgulha Vila Real e os vila-realenses”.

O Tribol nasceu a 5 de julho de 2008, da vontade da Associação de Andebol de Vila Real realizar um torneio de andebol de praia na cidade. Do receio da recetividade do mesmo, apareceu a ideia de juntar mais modalidades, para cativar mais interessados. Daí a designação de Tribol.

 

Solidariedade Tribol ajuda Joaninha

 

Pelo segundo ano consecutivo, a solidariedade do Tribol reverteu a favor da Joaninha, que tem uma doença muito rara (síndrome de Shaaf-yang), e só recentemente foi descoberta por dois investigadores portugueses, José Brás e Rita Guerreiro, da University College of London, sendo apenas o segundo caso conhecido na Europa, num total de 14 casos registados em todo o mundo.

Os pais agradecem à organização por mais uma vez se ter associado a esta causa, pela recolha das tampinhas, à equipa OMAG pela doação do seu prémio de jogo bem como ao Pedro Cenoura e à sua equipa, “Naoélojadoandebol.com”, pela iniciativa do sushi.

Toda a ajuda “é bem-vinda”, uma vez que “as despesas são muitas e não é fácil suportar”. Já no próximo dia 20, a Joaninha vai iniciar um novo tratamento ‘Therasuit’, que custa três mil euros, depois vai ter também sessões de terapia da fala, ocupacional, e outras, que terão de ser pagas à parte, mais a estadia em Espinho, que nesta altura do ano é muito cara.

Os pais apelam às pessoas que participem nos eventos, que são um suporte financeiro “fundamental” na luta desta causa, pois os seus salários não lhes permitiriam suportar tantas despesas com os tratamentos.

Adriano Tavares sublinhou que nesta edição a iniciativa partiu de um dos elementos da equipa vinda de Aveiro, que se propôs confecionar sushi e vender, sendo que toda a receita reverteu a favor da Joaninha. “É um gesto que nos faz acreditar que este é também o espírito do Tribol e dá-nos alento para continuarmos com estas iniciativas solidárias”.

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