Sexta-feira, 26 de Novembro de 2021
António Martinho
VISTO DO MARÃO Ex-Governador Civil, Ex-Deputado, Presidente da Assembleia da Freguesia de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Projetar o futuro

É sempre bom sentirmo-nos úteis. Pelo que, quando solicitado para participar num programa/conferência de análise ou debate sobre um tema da atualidade, tenho por hábito manifestar toda a disponibilidade. Se me convidam é porque entendem que posso trazer ao debate algo de positivo. Essa atitude terá todo o sentido, se concretizada como um serviço, aos […]

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É sempre bom sentirmo-nos úteis. Pelo que, quando solicitado para participar num programa/conferência de análise ou debate sobre um tema da atualidade, tenho por hábito manifestar toda a disponibilidade. Se me convidam é porque entendem que posso trazer ao debate algo de positivo. Essa atitude terá todo o sentido, se concretizada como um serviço, aos que nos ouvem e à instituição que o organiza. E assim se entenderá que, pondo de parte outras circunstâncias, se sobreleve a formação académica e os princípios e convicções que pautaram a formação da personalidade no decorrer dos anos. Sei que também acontece com outros. Um Professor Universitário escreveu há tempos que as suas idas às televisões eram absolutamente gratuitas, porque, entendia-as ele como o prolongamento das suas aulas. Interessante! Essas eram pagas pelos ouvintes.

Ocorreu-me esta reflexão a propósito de um programa da Universidade FM, o P´ra Cá dos Montes, moderado por Luís Almeida, a propósito da situação causada no país e na região pela COVID – 19. A certa altura, o outro colega, na sua reflexão, lembrou a importância das Ciências Sociais para a compreensão de certos fenómenos por que a sociedade passa. Manuel Igrejas considerou que, nesta, como na pandemia de 1918-20 do século passado, a História nos ajudava a enquadrar e a compreender melhor determinadas situações. E lembrei-me da definição de História de Vitorino Magalhães Godinho, que cito de cor – «História é a análise do presente à luz do passado virada para o futuro». Carradas de razão, diríamos, o conceito deste nosso grande Mestre!

Como esteve a região e o país a lidar com a pandemia? Que destacam? 

Destaquei: a nível nacional, a atenção sistemática dada ao conhecimento, à ciência. Envolvendo todos os que exercem o poder em democracia representativa para que cada um possa desempenhar responsavelmente as suas funções. E decidir, com medidas para hoje e para amanhã. No âmbito regional, realce para o papel da generalidade dos autarcas – nas Câmaras e nas Freguesias. Afinal, sabemos e alguns fazem jus a esse entendimento, os autarcas estão mesmo mais perto das pessoas, a fogueira arde ali, ao ladinho. Mas também os dirigentes das Instituições de Solidariedade. Alguns resolveram acordar com os trabalhadores quinzenas de trabalho e de descanso, alternadas, para diminuir ao mínimo os riscos de contágio. É importante, mesmo, aprender com o passado para que o futuro possa ser melhor.

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