A edilidade pediu uma reunião ao titular da pasta da Saúde, para abordar a proposta da Rede de Urgências, face ao eventual encerramento da Urgência do Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar.
A eventualidade do Serviço de Urgência do Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar poder vir a encerrar causou “perplexidade e preocupação” à edilidade, uma vez que a referida unidade “é das que tem melhores condições, ao nível dos Centros de Saúde do Interior Norte”.
A possibilidade do encerramento surge na proposta do Governo para a Rede de Urgências que se encontra em discussão pública, com critérios de avaliação em que, segundo o autarca Domingos Dias, não são levados em conta alguns factos relevantes, como “as estradas com traçado de montanha e rigorosas condições climatéricas, em que a velocidade tem de ser reduzida, num tempo médio entre a origem e o atendimento, muito superior ao estipulado”.
Após conhecimento da proposta da Rede de Urgências do Ministério da Saúde, a Câmara Municipal pediu, de imediato, uma audiência ao titular da pasta, Correia de Campos, a quem foi enviado um estudo, onde se constata que as localidades mais sinuosas e afastadas da sede de concelho, casos de Parada de Monteiros (30 Km) Vales (29 Km) ou Monteiros (28 Km), entre outras, em que a população, maioritariamente idosa, seria muito afectada. Foi aprovada, na reunião de Câmara, uma moção, por unanimidade, contra o encerramento.
As Urgências do Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar atendem, em média, 73 utentes por dia, servindo, também, o concelho vizinho de Ribeira de Pena que não tem aquele serviço nocturno. O facto de o Município aguiarense ser um encontro de estradas e ter uma forte dinâmica, na indústria extractiva, aumenta os perigos de acidentes. A ser aprovada a proposta, tal como está apresentada, o concelho será “altamente penalizado e vítima de discriminação negativa”, concluiu o autarca, Domingos Dias.
João Cláudio



