O IAVE já tinha feito algumas “experiências pequenas” de realização de provas digitais, mas agora, através de financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), vai avançar com o projeto DAVE- Desmaterialização da Avaliação Externa, que prevê que dentro de cinco anos todos os alunos do ensino obrigatório realizem as provas e exames nacionais em formato digital.
O modelo será testado já em junho em algumas escolas, que estão neste momento a ser selecionadas para participar no projeto-piloto. A experiência amostral será com alguns alunos que agora realizam as provas de aferição.
No próximo ano letivo, as provas de aferição já serão realizadas em formato digital por todos os alunos do 2º, 5º e 8º anos de escolaridade. De fora, vão ficar apenas as provas de Expressão Artística e de Educação Física.
No ano letivo de 2023/2024, será a vez dos alunos do 9º ano realizarem as provas finais de ciclo em formato digital. E no ano seguinte, segundo o calendário do IAVE, a ideia é que também os alunos do secundário troquem a caneta por um teclado para fazer os exames nacionais.
A fonte do IAVE recordou que a ideia não é nova, mas “exige bastante investimento”, o que será possível através do PRR, onde está inscrita uma verba de 12 milhões de euros para a desmaterialização das provas e dos exames, segundo avança o Jornal de Notícias na edição de hoje.
Segundo o IAVE, este projeto não é “uma mera transposição para o suporte digital de metodologias, didáticas e técnicas de avaliação analógicas e tradicionais, mas de uma mudança de paradigma”, que passa por “integrar e desmaterializar todos os procedimentos inerentes ao processo de avaliação externa das aprendizagens, desde o processo organizativo e logístico, até aos processos de elaboração das provas, da sua aplicação e classificação”.




