Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Relembrar Miguel Torga

Cumpriram-se no passado dia 17 de janeiro 20 anos sobre a morte de Miguel Torga. Relembro com muita saudade o poeta, o escritor, o médico, o transmontano, mas acima de tudo o velho Amigo. Conheci Torga em Coimbra, era eu ainda estudante. Mais tarde e após longos e frutuosos anos de convívio e amizade, fui eu já como médico urologista que lhe diagnostiquei a doença que o levou à morte.

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Com ele convivi e aprendi muito. Foi um Mestre que me ajudou na minha formação médica, nomeadamente, na aplicação à clínica da arte médica, na qual o meu saudoso Pai, também médico, com o seu saber e experiência já me tinha iniciado. Mas para além de aspetos mais ligados ao exercício da medicina, houve outros que foram verdadeiras lições do Mestre. A sua postura cívica, a sua frontalidade, a coerência estribada nas convicções, a não cedência e a rejeição liminar do arrivismo e do oportunismo, constituíram grandes exemplos do Homem de espinha direita. É significativa a caracterização que António José Saraiva com as suas sábias palavras faz de Torga: tem a aparência de “uma escultura

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