Sexta-feira, 26 de Novembro de 2021

Ser Médico de Família em tempos de Pandemia

A 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde declarou a doença Covid-19, provocada pelo vírus SARS-CoV-2, como Pandemia. A Direção Geral da Saúde emitiu a primeira norma deste ano, a 16 de março, sobre medidas para que as unidades de saúde de todo o país se reorganizassem e se pudesse combater o […]

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A 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde declarou a doença Covid-19, provocada pelo vírus SARS-CoV-2, como Pandemia. A Direção Geral da Saúde emitiu a primeira norma deste ano, a 16 de março, sobre medidas para que as unidades de saúde de todo o país se reorganizassem e se pudesse combater o tão famoso apelidado de Novo Coronavírus.

Relativamente aos Cuidados de Saúde Primários, vulgo Centros de Saúde, os serviços foram reorganizados e as equipas compostas por Médicos de Família (Especialistas e Internos), Enfermeiros, Assistentes Técnicos e Assistentes Operacionais passaram a integrar as Áreas Dedicadas à Covid da comunidade, onde atenderam todos os utentes com suspeitas de terem a Covid-19.

Mas não quero, neste artigo, falar sobre a “Linha da Frente”, quero, sim, focar-me nos meus colegas que mantiveram a “Linha de Trás”: todos os profissionais que continuaram nos Centros de Saúde a “aguentar o barco”. Estes, de valor igual a todos os outros, asseguraram e mantiveram os cuidados à população, que embora não tendo Covid-19, apresentavam situações de saúde merecedoras de igual importância. 

Os Médicos de Família são responsáveis pela prestação de cuidados abrangentes e continuados a todos os indivíduos desde antes do nascimento até à morte, e tal não deixou de ser verdade. As crianças e as grávidas continuaram a ser seguidas nas unidades. Os doentes que necessitaram de cuidados inadiáveis no centro de saúde ou no domicílio foram sempre atendidos, porque as outras doenças não deixaram de existir. E ainda evitaram, telefonicamente ou por e-mail, que muitos utentes se deslocassem aos Centros de Saúde ou à Urgência Hospitalar por motivos que pudessem ser resolvidos através destes meios.

Como se isso não bastasse, asseguraram também o seguimento dos doentes que ficaram no domicílio com sintomas leves de Covid-19 ou com suspeita de tal, para que os hospitais ficassem livres para os doentes graves. Afinal também estiveram na “Linha da Frente”.

Diz-se que “por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher” e eu digo que “por trás” de um bom Serviço Nacional de Saúde (SNS) estão exímios profissionais que não baixaram os braços e garantiram que todos os cidadãos continuassem a ter os cuidados aquedados, em tempos de pandemia.

Tudo o que escrevi mantém-se no presente, com a retoma da atividade assistencial, e com a certeza que os Cuidados de Saúde Primários continuarão a ser a base do nosso SNS.

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