Sexta-feira, 5 de Junho de 2026

Situação financeira está “bem e recomenda-se”

A dívida da autarquia de Boticas é praticamente nula, quando comparada à de outros municípios. Entre 2017 e 2024, a dívida nunca ultrapassou os dois milhões de euros e houve anos em que foi inferior a um milhão

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“O concelho de Boticas, em termos distritais, é o mais eficaz financeiramente”. Quem o diz é Guilherme Pires, presidente da autarquia, dados comprovados pelo Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses.

Em termos gerais, e no que concerne aos municípios de pequena dimensão integrados na lista dos 100 melhores classificados, Boticas está no 22º lugar da tabela. Outros dados relevantes apresentados no estudo colocam Boticas no 7º lugar entre as autarquias com menor volume de juros e outros encargos financeiros pagos em 2022 e em 24º na tabela geral de municípios com melhor índice de dívida total.

Segundo dados disponibilizados pela Câmara de Boticas, entre 2017 e 2024, a dívida foi variando entre os 769 mil euros e os 1,5 milhões. Quer isto dizer que a dívida se tem mantido estável nos últimos anos, nunca ultrapassando os dois milhões de euros.

Boticas está entre os 20 municípios com melhor índice de liquidez, ocupando o 18º lugar, e está também entre os 20 municípios com menor peso do passivo exigível no ativo, situando-se praticamente a meio da tabela (11º lugar).

No que diz respeito aos municípios com menor volume de pagamentos de amortizações de empréstimos – passivos financeiros – em 2022, Boticas ocupava a 17ª posição, num universo de 35 municípios de grande e pequena dimensão, sendo que entre os municípios com menor volume total de despesas pagas em juros entre 2014 e 2022, a autarquia botiquense situa-se em 14º lugar num total de 35.

Dados da Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL) revelam que o limite de endividamento da câmara era, em 2021, de 12,48 milhões de euros, em 2022 chegava aos 13,43 milhões, e em 2023 situava-se nos 14,34 milhões de euros.
Quanto ao pagamento a fornecedores, o prazo médio de pagamento, de acordo com dados da autarquia, é de 15 dias.

“Uma boa gestão financeira é fundamental para contribuir para o desenvolvimento da nossa terra e, simultaneamente, ajudar os nossos munícipes, garantindo condições que lhes permitam aumentar o bem-estar social, através da implementação de estratégias que contribuam para a fixação de pessoas, assim como para a criação de emprego e de riqueza”, frisa Guilherme Pires.

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