Nos últimos quatro anos, o Município de Montalegre reduziu a dívida bancária em quase 35%. Com base nos dados da autarquia, a dívida passou de 2.585.548, em 2021, para 1.690.463 euros no final do ano passado. Ou seja, eram menos 895.085 euros em relação a 2021.
Recuando a 2017, a diminuição é maior. Foram saldadas dívidas no valor de 1.187.281 euros, de um montante global de 2.877.744 euros. O que representa menos 41% em encargos com empréstimos bancários.
A dívida total em 2023 chegava aos 2,39 milhões de euros, em 2022 era de 2,34 milhões e em 2021 de 2,6 milhões.
Segundo Fátima Fernandes, “a dívida é muito baixa” e a autarquia está “com saúde financeira”. A líder do município diz mesmo que “a situação financeira é muito boa, muito confortável”.
Dados da Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL) revelam que o limite de endividamento da câmara era, em 2021, de 24,7 milhões de euros, em 2022 chegava aos 25,5 milhões, e em 2023 situava-se nos 26,7 milhões de euros, traduzindo-se num aumento deste índice, ou seja, o valor até onde pode ir a dívida total das operações orçamentais da autarquia.
Os bons indicadores refletem-se também no pagamento rápido aos fornecedores. O prazo médio de pagamento era de 11 dias em 2022 e foi reduzido para 8 dias em 2023 (dados mais recentes).
O Orçamento Municipal para 2025 é de cerca de 30 milhões de euros, podendo vir a aumentar devido a projetos apoiados por fundos comunitários. “À medida que forem sendo assinadas as decisões de aprovação, é evidente que essas verbas, que são dos fundos comunitários, vão ser retiradas do orçamento municipal, na devida proporção percentual”, salienta.
A boa saúde financeira vai permitir “alavancar muitos projetos no âmbito dos fundos comunitários, assumindo os 15% com participação nacional, mas também ter muitos outros projetos municipais em andamento”, esclareceu ainda a autarca.



