Domingo, 3 de Maio de 2026
Vila RealTeatro, música e cinema nas noites de lua Cheia em Benagouro

Teatro, música e cinema nas noites de lua Cheia em Benagouro

A programação 2025 da iniciativa “Lua cheia, arte na aldeia”, que decorre em Benagouro e inclui a estreia das peças “Maria! Não me mates que sou tua mãe”, “O lobo” e “Medula”.

-PUB-

A Peripécia Teatro promove a 12.ª edição do ciclo “Lua Cheia, Arte na Aldeia”, que decorre ao longo deste ano no Centro Cultural e Recreativo de Benagouro, em Vila Real.
Este projeto, iniciado em 2014, visa promover o diálogo entre a arte e o espaço rural, oferecendo mensalmente espetáculos de teatro, música, dança, cinema e outras expressões artísticas, sempre alinhados com as fases da lua.
A programação deste ano inclui diversas estreias e atuações de renome. Em janeiro, o ciclo iniciou com um concerto de Neønymus, projeto musical de Silberius de Ura, que combina elementos rurais e primitivos com tecnologia moderna. Em fevereiro, nos dias 13 e 14, integrado no projeto “ContoContigo”, será estreada a peça ““Maria! Não me mates que sou tua mãe!”, um conto popular de Camilo Castelo Branco, que foi publicado em Portugal na década de 1840, inspirado num crime real – um matricídio – ocorrido em Lisboa. Uma peça inserida nas comemorações dos 200 anos do nascimento de Camilo Castelo Branco.
Para o encenador Nuno Pino Custódio, a temática não está assim tão distante da atualidade: “Tal como hoje as fake news moldam percepções e criam realidades alternativas, também a literatura de cordel, ao narrar crimes hediondos com tons moralizantes, reforçava valores e crenças dominantes, promovendo a visão de um mundo dividido entre o bem e o mal. O impacto emocional era a sua arma, tal como o é agora o choque instantâneo das manchetes manipuladoras e dos discursos alarmistas que alimentam o medo e a polarização.” Este espetáculo, realizado em coprodução com o Espaço Miguel Torga e o município de Sabrosa, irá percorrer vários espaços culturais da região transmontana.
Depois, a lua de Março trará “Sítio”, da Companhia da Chanca, uma narrativa sobre um casal de idosos que embarca numa aventura poética para enviar presentes ao neto no estrangeiro.
Em abril, o artista Roi Borrallas apresenta ”Solo”, uma performance com vários prémios, que funde teatro e circo. Maio será marcado pela exibição do filme “Montado, o Bosque do Lince Ibérico”, de Joaquín Gutiérrez Acha. Em junho, a Peripécia Teatro estreia “O Lobo”, uma peça que explora a figura do lobo, suas simbologias e problemáticas políticas e ecológicas a nível europeu. Julho traz “Sin Miedo”, da companhia Maintomano, uma abordagem sensível sobre o medo e as formas de superá-lo através de acrobacias e elementos cénicos.
Em agosto, a Peripécia Teatro revisita “IBÉRIA”, a sua primeira produção, que estreou há 21 anos. Setembro contará com “RIMA”, uma performance de novo circo por Alan Sencades e Alvin Yong. Em outubro, o músico Jordão subirá ao palco para um concerto intimista. Novembro verá a estreia de “Medula”, outra criação original da Peripécia Teatro que reflete sobre a existência na era digital. O ciclo encerra em dezembro com “BullDog”, uma produção da Janela Aberta Teatro.
Sérgio Agostinho, ator e diretor artístico da Peripécia Teatro, destaca a qualidade e o rigor da programação. “Os espetáculos da ‘Lua Cheia, Arte na Aldeia’ acontecem em ambiente rural. A programação que fazemos tem em consideração que uma parte do público não está tão habituado à fruição artística e às suas diferentes linguagens, mas, independentemente disso, são propostas em que o interesse e a inovação artística são tidas em conta. São espetáculos que vão a Benagouro, mas que se podem encontrar nos teatros do Porto, Lisboa ou Madrid. A programação é feita sempre com um grande critério de excelência, nunca baixamos a fasquia”.
Os bilhetes para os espetáculos estão disponíveis na bilheteira online peripeciateatro.bol.pt, no Centro Cultural e Recreativo de Benagouro, uma hora antes do início de cada evento, ou no Café Pinheiro, em Benagouro.
Mais informações podem ser encontradas em peripeciateatro.com.


APOIE O NOSSO TRABALHO.
APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, nunca paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

VÍDEO

Mais lidas

PRÉMIO

ÚLTIMAS NOTÍCIAS