Terça-feira, 21 de Abril de 2026

Terra de Fernão Magalhães, Miguel Torga e beleza natural

Com 5.634 habitantes (2023), o concelho de Sabrosa é conhecido por ser a terra de Fernão Magalhães e Miguel Torga. Mas há muito para descobrir neste território banhado pelo Douro, dono de uma beleza natural única

CONTEÚDO PATROCINADO >

Com uma área total de 156,92 km2, 5.634 habitantes em 2023 e uma densidade populacional de cerca de 36 habitantes por km2, o concelho de Sabrosa está dividido em 12 freguesias. O município é limitado a norte por Vila Pouca de Aguiar, a leste por Alijó, a sueste por São João da Pesqueira, a sul por Tabuaço e Armamar e a oeste por Peso da Régua e Vila Real.

E à semelhança do que acontece um pouco por todo o interior do país, Sabrosa “luta” contra a perda de população. Se recuarmos até 1960, o concelho tinha 12.903 habitantes. Desde então, foi sempre a descer, passando para 9.175 habitantes em 1970, para 9.050 em 1981, para 7.032 em 1991, para 6.361 em 2011 e para 5.548 em 2021.

Atualmente, de acordo com os dados relativos a 2023, Sabrosa tem 5.634 habitantes, espalhados pelas 12 freguesias, sendo que 33,4% da população tem mais de 65 anos. A perda de população verifica-se, desde logo, pelo número de nascimentos que em 2023 foi de 33, contrastando com os 77 óbitos.

Situado no coração da região do Douro, o concelho de Sabrosa é um território rico em história, beleza natural e tradições. Porta de entrada para o Alto Douro Vinhateiro, classificado como Património Mundial pela UNESCO, oferece paisagens deslumbrantes marcadas por vinhas em socalcos que serpenteiam as encostas até ao rio Douro.

A nível económico, a produção e comércio de vinho, a agricultura, a pecuária e o turismo desempenham um papel crucial na subsistência da população. No que diz respeito à gastronomia, o cabrito assado com arroz de forno, o cozido à portuguesa e a bola de carne ganham destaque, assim como o arroz de carqueja. A doçaria também se destaca com o pão de ló, as cavacas altas e as cavaquinhas. Tudo isto regado com vinhos do Douro e do Porto, produzidos nas vinhas que moldam a paisagem.

Culturalmente, Sabrosa é marcada pela figura de Fernão de Magalhães, o navegador português que liderou a primeira circum-navegação do mundo, e também pelo escritor Miguel Torga, um dos maiores nomes da literatura portuguesa do século XX. No caso deste último, há até um espaço que lhe é dedicado, em São Martinho de Anta, a sua terra natal, que ostenta o nome do escritor e que é palco de vários eventos culturais.

Falar da história de Sabrosa é recuar até tempos antigos, havendo vestígios de ocupação pré-histórica e romana. Contudo, é durante a Idade Média que ganha maior relevância, sendo mencionada em documentos desde o século XII. A sua localização estratégica fez de Sabrosa palco de acontecimentos importantes ao longo dos séculos.

Sabrosa é um concelho que convida à descoberta, seja pela sua paisagem vinhateira única, quer pelo seu património histórico e cultural ou pela sua gastronomia. É um lugar onde a tradição se encontra com a beleza natural, proporcionando uma experiência memorável a quem o visita.

Outros Artigos

Centro Interpretativo do Lobo-Ibérico

Inaugurado em janeiro de 2024, em Pitões das Júnias, o Centro Interpretativo do Lobo-Ibérico (CILI) foi o primeiro a nascer no país, dedicado a esta espécie, sendo único por estar inserido em plena área de ocorrência do predador e onde ele coabita com as populações humanas há milhares de anos.

Território de natureza, cultura e desenvolvimento

Conhecido, por muitos, pelo Santuário da Senhora da Graça, Mondim de Basto é um concelho banhado pela natureza e cheio de cultura. Há muito para ver e fazer neste território que faz a fronteira entre Trás-os-Montes e o Minho

“Tenho muito orgulho de ter tido a capacidade de exercer o poder e não de o usar”

O executivo municipal de Santa Marta de Penaguião apostou, ao longo dos últimos 12 anos, na melhoria da qualidade de vida da população – uma aposta que considera ganha. Prestes a deixar a presidência da autarquia, Luís Machado fala da proximidade que criou com os penaguienses e do orgulho em vê-los hoje “mais felizes”.

Vinho dos Mortos: uma tradição que celebra a cultura e a história local

O Vinho dos Mortos é um vinho regional transmontano produzido com uvas provenientes de vinhas localizadas nas encostas da vila de Boticas, que possuem condições de clima e solo particulares. Uma região classificada como Património Agrícola Mundial, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

Barrosã: Raça autóctone de qualidade que contribui para fixar pessoas

A Carne Barrosã é considerada Denominação de Origem Protegida (DOP) desde 1994. A raça autóctone, que tem o solar nos concelhos de Boticas e Montalegre, distingue-se pela conjugação das características genéticas associadas às pastagens naturais e forma de tratamento, que conferem uma qualidade excecional à carne.

Cultura e turismo de mãos dadas

Situado no coração da vila de Boticas, o Centro de Artes Nadir Afonso é considerado uma das mais importantes instituições culturais do concelho e um pilar fundamental para o desenvolvimento turístico local.

Cultura e turismo de mãos dadas

Situado no coração da vila de Boticas, o Centro de Artes Nadir Afonso é considerado uma das mais importantes instituições culturais do concelho e um pilar fundamental para o desenvolvimento turístico local.

Boticas Parque uma porta de entrada no concelho

O Boticas Parque - Natureza e Biodiversidade, situado no concelho de Boticas e que abrange as freguesias de Vilar, Codessoso e Beça, é um centro de natureza e biodiversidade que promove o turismo sustentável, a educação ambiental e a valorização dos recursos locais.

28 bolsas de estudo entregues a alunos do Ensino Superior

Os alunos abrangidos por esta medida receberam, no ano passado, um apoio financeiro no valor de mil euros, para fazer face às despesas associadas aos estudos. Este apoio, dado pela autarquia, pretende criar condições para que os mais jovens possam prosseguir com os seus estudos.