Território de natureza, cultura e desenvolvimento

Conhecido, por muitos, pelo Santuário da Senhora da Graça, Mondim de Basto é um concelho banhado pela natureza e cheio de cultura. Há muito para ver e fazer neste território que faz a fronteira entre Trás-os-Montes e o Minho

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Mondim de Basto, situado no coração de Trás-os-Montes e do Tâmega e Sousa, é um concelho rico em património natural, histórico e social, e com um forte compromisso com o desenvolvimento e qualidade de vida dos habitantes.

O concelho tem 6.405 habitantes e, à semelhança do que acontece um pouco por todo o interior do país, tem vindo a perder população ao longo dos anos. Se recuarmos até 1960, Mondim de Basto tinha 10.328 habitantes, baixando, depois, para 9.640 (em 1970), 8.573 (em 2001) e para 7.493 (em 2011).

Com uma área total de 172 km², o concelho de Mondim de Basto está dividido em seis freguesias. É limitado a nordeste por Ribeira de Pena, a sudeste por Vila Real, a sudoeste por Amarante, a oeste por Celorico de Basto e a noroeste por Cabeceiras de Basto.
Um dos pontos mais emblemáticos deste concelho é o Monte Farinha, conhecido como Monte da Senhora da Graça, que se ergue a 900 metros de altitude, oferecendo uma vista panorâmica sobre vales, serras e aldeias.

Outro dos ex-líbris de Mondim de Basto dá pelo nome de Fisgas de Ermelo. Trata-se de uma cascata da qual o rio Olo cai de uma altura de cerca de 200 metros. É uma das maiores quedas de água de Portugal. As Fisgas de Ermelo estão localizadas no Parque Natural do Alvão, criado em 1983. É o mais pequeno do país, com uma área de cerca de 72 km², e a sua gestão é partilhada com o concelho vizinho de Vila Real.

A nível económico, destaque para a agricultura e para a pecuária, que desempenham um papel crucial na subsistência da população. Quanto à gastronomia, destaque para a carne maronesa, para o cabrito assado, os milhos com carne de porco e para os enchidos. Para sobremesa, nada melhor que um pão-de-ló húmido, cavacas ou mel. Tudo isto “regado” com um bom vinho verde.

Quanto à história deste concelho, remonta a tempos muito antigos, com a presença de povoados castrejos na região. Mondim de Basto recebeu o seu foral, que garantia direitos e obrigações aos moradores, no século XIII, confirmado posteriormente por D. Manuel I, em 1514. A figura de D. Nuno Álvares Pereira é também associada a Mondim de Basto, pois reza a história que recrutou homens neste concelho para as batalhas da Restauração, incluindo Aljubarrota. A história de Mondim de Basto é também entrelaçada com lendas e tradições populares.

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Museu guarda a história do concelho a partir de doações

Depois de ter albergado os Paços do Concelho, fazenda pública, GNR, a cadeia feminina, o edifício histórico entre a praça central e a igreja matriz, recebe, desde os anos 50 do século passado, o Museu Municipal Berta Cabral. Quem sobe as escadas para conhecer as salas expositivas não imagina que ali estão albergados mais de três mil objetos, que percorrem a história do concelho vila-florense, desde há milhares de anos.

Raça Barrosã cada vez mais valorizada pela qualidade

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