Quarta-feira, 29 de Maio de 2024
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António Martinho
António Martinho
VISTO DO MARÃO | Ex-Governador Civil, Ex-Deputado, Presidente da Assembleia da Freguesia de Vila Real

Um olhar sobre 2020

VISTO DO MARÃO (CXLVII)

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Um certo cansaço também. O número de infetados a ultrapassar os 624 mil e os óbitos com máximos desde março passado. Também é verdade que os recuperados já ultrapassam os 450 mil. Tudo isto, num quadro de mais de 6 700 000 testes realizados, cumprindo o apelo “testar, testar, testar”.

Iniciou-se, como previsto, a toma da segunda dose de vacina por parte dos que receberam a primeira a 27 de dezembro, atingindo já as 232 mil vacinas administradas. São números da DGS. Assim, se compreendem muito bem as palavras do Primeiro-Ministro na conferência de imprensa sobre o confinamento. Mesmo que o rosto não escondesse a preocupação pela situação do país com os números a subir e pelos óbices que as medidas suscitam, começou por falar na esperança que a vacina, já em administração, nos trouxe, sem que não nos deixemos embalar por tal facto. Aliás, nestes seis meses de Presidência Portuguesa da União Europeia, como se viu nas declarações conjuntas com a Presidente da Comissão, é patente o esforço em conseguir que as vacinas contratualizadas com as empresas produtoras cheguem em tempo oportuno aos Estados-Membros de forma a serem administradas com a urgência possível. Porque, os 27, em conjunto, serão sempre mais fortes e mais capazes de aceder aos recursos necessários para resolver a pandemia do que cada um por si.

Os números que retiramos da realidade nacional são muito semelhantes, em termos proporcionais, ao que se passa noutros países. Numa observação mais atenta podemos concluir que as oscilações verificadas nuns países também se encontram noutros, embora em momentos diferentes. A Europa, com estratégias semelhantes na generalidade dos países – quem teve outras opções veio mais tarde a acertar a estratégia à dos outros – tem vindo toda ela a sofrer os seus efeitos. E se é verdade que “nenhum homem é uma máquina”, aceita-se com naturalidade que o Ministro da Saúde da Dinamarca se tenha emocionado no momento em que foi aplicada a primeira vacina no seu país. Também por cá, membros do governo não escondem emoções em momentos-chave, como aconteceu com a Ministra da Saúde. A evidenciar a pressão a que estão sujeitos os que têm a responsabilidade de enfrentar mais de perto esta pandemia. A mostrar também como se valoriza este recurso, que a vacina é.

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