Do nosso território, com graves problemas demográficos, têm saído muitas mentes brilhantes que assumem funções ao mais alto nível nas várias áreas: corporativa, pública, na saúde, economia, entre muitas outras, por todo o mundo.
No nosso território decidem ficar mentes brilhantes, resilientes e criativas que lutam e amam este território todos os dias.
Então, existindo este capital e talento humano, o que falta para a prosperidade económica? Sim, temos um magnífico território, mas não temos oportunidades para todos os nossos filhos. Faltam sinergias, cooperação estratégia, com foco na implementação em detrimento da conceptualização.
Aprendi algo muito importante na minha carreira profissional: mais vale 60% já, do que 80% amanhã. Ou dito de outra forma: a inação à procura do ótimo tem um preço que não conseguimos quantificar e que resulta no preço das oportunidades perdidas.
Atrevo-me, ainda, a dizer que existe algo cultural muito forte que carateriza quem reside no nosso território. Pois o que tenho vindo a atestar é que, apesar das recorrentes lamentações de falta de pessoas, o que realmente se pretende é que se mantenha a região tal como está, assim, calma, com ótima qualidade do ar e de vida.
No entanto, entendo que é possível termos tudo se soubermos fazer crescer as nossas empresas, não em efeito de volume, mas em efeito de valor acrescentado.
Falta querer, falta inovar, falta comunicar eficazmente: os nossos produtos tradicionais, a nossa história, a nossa natureza, todo este património pode transformar-se em produtos de nicho exportáveis em experiências altamente diferenciadoras.
Comecemos a ousar ambição, porque é muito mais importante o que temos do que o que não temos, mas podemos vir a ter.
Concluo esta minha partilha, com um obrigada a todas as empresas do território que já iniciaram este caminho, obrigada por serem modelos e mostrarem que é possível fazê-lo.


