Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022
Adérito Silveira
Adérito Silveira
Maestro do Coral da Cidade de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

Universidade Sénior cantou as janeiras

Louvado seja Deus, como havia lindos Reis noutros tempos com poucas casas remediadas nas aldeias transmontanas, mas dentro delas havia sempre a luz da esperança e muita alegria nos olhares. Só em poucas casas remediadas existia um baixo nas lojas com pequenos laregos e até uma burra ou duas, uma tulha e uma despensa que ao lado bem arrumado a ela morava uma curralada de bois, uma enorme atulhada de feno e de palha. E num cantinho confortável da loja ficavam arrumadinhos montes de maçãs bravo esmolfe, malápios e verdinhas que haviam de servir para oferta aos cantadores de janeiras.

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Em algumas casas mais abastadas, coabitavam burros, ovelhas, bois, galos, coelhos e galinhas (pitas), estas sempre ciosas dos seus poisos onde guardavam ciosamente os seus ovos. As pitas eram acarinhadas pelas pessoas porque se tinha a sensação que quando alguém estava doente um bom caldinho de pita curava muitas maleitas… Nesses cantares das janeiras, galos inspirados, pomposamente cantavam com mais força, animados pela festa dos cantares, enquanto nas casas, bem à noitinha sentada ao lume quase apagado, a mãe, crestada pelos temporais e encardida pelas desgraças desafiava a filharada para o cântico do rosário, rezando pelos filhos que Deus lhe deu e pelos outros que haviam de nascer… havia tempo até para uma Avé-Maria dedicada

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