Sábado, 18 de Julho de 2026
André Sousa Machado
André Sousa Machado
Médico Interno de Formação Específica de Otorrinolaringologia e Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Vertigens: causas e tratamento

As vertigens são um sintoma, mais do que uma doença por si só. Trata-se de uma sensação de que o ambiente em redor se encontra em movimento ou uma ilusão rotatória.

Os ataques vertiginosos podem-se desenvolver subitamente e durar alguns segundos ou até horas. Alguns sintomas associados à vertigem podem incluir vómitos, náuseas e a perda de equilíbrio.

A vertigem é principalmente causada por um problema relacionado com o processamento da noção de equilíbrio, que pode estar relacionada com o ouvido interno ou causada por patologia de estruturas cerebrais. Nesse sentido, as causas de vertigem dividem-se em centrais e periféricas.

As vertigens de origem periférica, mais comuns, são principalmente causadas por anomalias no mecanismo responsável pela manutenção postural do ouvido interno.

As principais causas incluem:

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•    Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB)
•    Traumatismo craniano
•    Labirintite
•    Neuronite vestibular
•    Doença de Meniére

Algumas medicações também têm o potencial de interferir no funcionamento do ouvido interno e desta forma contribuir para a vertigem.

Dependendo da sintomatologia, pode haver a necessidade de realização de exames complementares de diagnóstico, por parte do médico otorrinolaringologista.
Se apresentar zumbido ou perda auditiva, poderá ser útil a realização de audiograma, timpanograma ou exames acumétricos.

Videonistagmografia (VNG): Durante este teste, óculos especiais são colocados sobre seus olhos e deverá olhar para vários alvos estáticos e móveis. Os óculos são equipados com uma câmara de vídeo para registar os movimentos de seus olhos. A eletronistagmografia também pode ser usada, onde os elétrodos são colocados ao redor do olho em vez de óculos de proteção.

Em alguns casos, exames de imagem podem ser necessários para procurar a causa de sua vertigem, como um neuroma acústico (um tumor cerebral não cancerígeno).
A reabilitação vestibular pode ter interesse no tratamento desta patologia. Nela, o paciente continua-se a mover apesar das sensações de tontura e de vertigem.
O cérebro, eventualmente, aprende a confiar nos sinais vindos do resto do corpo (input sensorial), como olhos e pernas, em vez dos sinais conflituosos vindos do ouvido interno, minimizando o quadro de tontura e desequilíbrio.

Esta modalidade tem indicações específicas que deverão ser discutidas com o médico otorrinolaringologista.

Em suma, a patologia vertiginosa na sua grande maioria é, apesar de benigna, uma patologia muito incapacitante das atividades da vida diária do paciente. O melhor tratamento deverá ter em conta a patologia de base e desta forma minimizar o efeito da mesma no quotidiano, de forma a que possa usufruir de experiências como uma simples caminhada ou um passeio à beira-mar da melhor forma, contribuindo para o seu bem-estar.

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