Sábado, 27 de Novembro de 2021
©Márcia fernandes

Vila Real quer ser Capital Europeia da Cultura em 2027

Anúncio desta intenção já motivou troca de acusações entre o candidato de Coligação PSD/CDS-PP e o autarca Rui Santos

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A Câmara de Vila Real vai candidatar-se a Capital Europeia da Cultura do ano 2027. O anúncio foi feito pelo presidente Rui Santos, que diz ter o apoio de todos os municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro.

A autarquia está a preparar o dossier que lhe permitirá concorrer a este que é o maior evento cultural da Europa, que decorrerá em simultâneo em Portugal e na Letónia, e cujo prazo de submissão de candidaturas termina a 23 de novembro de 2021.

Esta candidatura foi equacionada desde o primeiro momento, potenciando o “envolvimento dos territórios circundantes”, nomeadamente os concelhos integrantes da CIM Douro, que “é detentora de um enorme potencial, nomeadamente ao nível da pluralidade de culturas, de paisagens, da riqueza patrimonial, pelo que esta parceria é considerada uma mais-valia para o sucesso deste ambicioso projeto, não só para Vila Real como para toda a região.

Em conferência de imprensa, Rui Santos reconheceu que é um objetivo ambicioso, mas acredita que “está perfeitamente ao nosso alcance”. “É um projeto que envolverá muita gente, como a CIM Douro e parceiros internacionais”. No entanto, é uma candidatura que tem na base “os excelentes equipamentos culturais de Vila Real, como o teatro, dois museus, o Palácio de Mateus, o Santuário de Panóias, mas também o Museu do Douro, em Peso da Régua, o Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, o Museu do Côa ou o Espaço Miguel Torga, em Sabrosa”, vincou o autarca, destacando ainda os três patrimónios mundiais, como o barro preto de Bisalhães, o Alto Douro Vinhateiro – Património da Humanidade, assim como o Parque Arqueológico do Vale do Côa. “Acredito que, em conjunto, temos todas as condições de sairmos vencedores”.     

A musealização da Central Hidroelétrica do Biel, a construção de passadiços nas margens do rio Corgo, ou o facto de Vila Real ser considerada um destino da biodiversidade, com o Marão e o Alvão “a serem os expoentes máximos do turismo de natureza”, são outros argumentos elencados pelo autarca.

Apesar de ser uma cidade do interior, Rui Santos revela que Vila Real e a região “têm o potencial necessário para virem a ser os parceiros vencedores da candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027. Estamos certos de que é por todos reconhecido que Vila Real tem feito um percurso de afirmação nos panoramas nacional e internacional, não se resignando à difícil realidade dos territórios do interior de Portugal”.

“SEM ESTRATÉGIA”

O candidato da Coligação PSD/CDS-PP, Luís Tão, refere que “gostaria muito que Vila Real fosse em 2027 a Capital Europeia da Cultura, no entanto, temo que parta com um ano de atraso, pois há cerca de uma dezena de cidades (Aveiro, Funchal, Viana do Castelo) que já estão a trabalhar na candidatura desde novembro de 2020”. 

Luís Tão sustentou que Vila Real “não tem trabalho feito”, a não ser que o faça a partir de agora, mas “dificilmente ganhará, devido à falta de estratégia, planeamento e trapalhada deste executivo”. 

“SEGREDO É A ALMA DO NEGÓCIO”

Entretanto, Rui Santos lamentou as palavras do candidato da Coligação. “Quando não há nada para fazer ou para criticar, inventam-se essas coisas e é isso que está a fazer o candidato Luís Tão, que não sabe o que é uma candidatura, se calhar nunca a fez. E não sabe que o segredo é a alma do negócio, em que só se anuncia alguma coisa quando tudo está preparado antecipadamente, envolvendo as pessoas certas”.

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