Sábado, 16 de Outubro de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

A linha da frente

Têm vindo a ser saudados publicamente todos os profissionais que, neste momento insólito que vivemos, dão a cara em defesa da saúde de todos nós. Vamos também recordá-los, acrescentando alguns outros menos lembrados. Os primeiros, são naturalmente os profissionais de saúde:  médicos, enfermeiros, auxiliares e todos quantos trabalham nos hospitais e centro de saúde, quer […]

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Têm vindo a ser saudados publicamente todos os profissionais que, neste momento insólito que vivemos, dão a cara em defesa da saúde de todos nós. Vamos também recordá-los, acrescentando alguns outros menos lembrados.

Os primeiros, são naturalmente os profissionais de saúde:  médicos, enfermeiros, auxiliares e todos quantos trabalham nos hospitais e centro de saúde, quer públicos, quer privados. 

Os bombeiros, sempre na linha da frente, quando se trata de acontecimentos insólitos. Vemo-los na condução das ambulâncias, no transporte dos doentes infetados, e a acorrer a tudo tipo de apoio. Soldados da paz, disponíveis ao serviço da sociedade. Não nos surpreendem. 

As Forças de Segurança: Guarda Nacional Republicana e Polícia de Segurança Pública, veem-se diariamente no controlo do confinamento. Sobretudo aos fins de semana e feriados, vemo-los a intervir junto de quem se desloca, aconselhando, não intimidando.

Também as Forças Armadas, em particular os militares do Exército, parecem prontos para todo o serviço. Desde o desinfetar de instalações, transportando transgressores, levando comida e alimentos a quem necessita. Estão de parabéns as Chefias Militares. As sociedades não precisam só dos militares em tempos de guerra. As sociedades têm outras debilidades semelhantes ou maiores do qua a defesa com armas. É um serviço cívico inestimável.

Há outras instituições que têm estado, e muito, na linha da frente e de que quase não se fala. As autarquias locais, em particular as câmaras municipais, mais citadas na comunicação social, e as juntas de freguesias. Estas são as primeiras a zelarem por cada um dos cidadãos da sua área de residência. 

Lembramos dois exemplos: o autarca de Ovar, pela decisão no enfrentar da crise sanitária que afetou o seu concelho. Salvador Malheiro, um professor catedrático da nossa UTAD, e responsável pela câmara de Ovar, enfrentou com determinação, coragem e conhecimento o perigo, de que se cedo se apercebeu, e minimizou-o. 

Aqui em Vila Real, também Rui Santos, tomou a liderança no infeliz episódio do Lar de Nossa Senhora das Dores, e com grande eficácia ajudou a estancar aquele centro de contágio para toda a cidade e prossegue agora a liderar a disponibilidade de testes, para quem deles necessitar.

São apenas dois exemplos de autarcas, que nos são mais próximos. Muitos outros, pelo país fora têm provado que um Poder Local autónomo, é condição indispensável para uma eficaz administração pública, que não se compadece com a burocracia do Terreiro do Paço. 

Aqui fica o registo.

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