Registou uma subida de quase 100 lugares na lista. A nível nacional, em 2023/24 ficou em 45.º lugar, quando no ano anterior se posicionava na 140.ª posição do ranking.
A média dos 34 exames nacionais realizados no final do secundário era de 14,14 valores. No estabelecimento de ensino em Torre de Moncorvo, a taxa de conclusão no 9.º ano foi de 94,1% e no 12.º ano situava-se nos 95,8%.
A classificação neste ranking e o “salto bastante bom” é, segundo o diretor do Agrupamento de Escolas, “fruto do somatório de várias coisas”, destacando, entre elas, “o trabalho da comunidade, dos professores, funcionários e pais”, mas, sublinha, “em primeiro lugar dos alunos, se eles não quiserem não há bons resultados”.
“Seria hipocrisia se dissesse que não começa nos alunos, é muito importante o papel de alunos e das famílias”, refere Luís Miranda Rei.
“Acho que houve um esforço, no sentido de ter bons resultados. Até porque, além de mim, muitos colegas conseguiram, também, obter resultados muito bons”
RODRIGO LOPES
Mas também no estabelecimento de ensino há um cuidado de “dar todo o acompanhamento aos alunos, com aulas de apoio, com desdobramentos, criando um ambiente agradável e saudável para todos”, para que a escola “seja uma grande família, que ajuda a resolver os problemas dos alunos”.
“Tivemos excelentes notas nos exames, nos últimos dois anos, que se verificou na entrada no ensino superior dos alunos, nomeadamente em cursos com médias altas, como medicina e engenharia aeroespacial”, destacou Luís Rei.
Rodrigo Lopes foi um dos alunos que se destacou nos exames nacionais na Secundária Dr. Ramiro Salgado, que no exame de Matemática A alcançou a nota de 19,3 valores e teve como média final 18,6. Com o objetivo de seguir medicina, o jovem admite que, no ano letivo passado, se esforçou “muito para ter bons resultados”. Um empenho que não foi só dele, mas também da escola e restantes alunos. “Para além de mim, muitos colegas também conseguiram obter resultados muito bons”, refere. O esforço materializou-se em aulas de apoio, mas também na “abordagem dos professores”.
Para o Rodrigo “ter na turma mais pessoas que têm também um excelente rendimento, de certa forma, é importante”, porque “há essa capacidade de nos conseguirmos entreajudar”, um método que se estende aos restantes alunos, “para que os resultados melhorem”.
No seu caso específico, reconhece que se aplicou mais a partir do 10.º ano, quando “sentiu o peso de ter de se esforçar mais”. “Até ao nono ano tinha, por vezes, “algumas dificuldades a matemática, e senti que podia dar muito mais do que aquilo que estava a dar, concentrar-me mais, para depois continuar o percurso académico com a qualidade e capacidade que era necessária”.







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