Orlando Alves e David Teixeira, ex-presidente e vice-presidente da Câmara de Montalegre, começaram a ser julgados mais de três anos depois de serem detidos, em outubro de 2022. Estão acusados pelo Ministério Público de branqueamento e prevaricação e acabaram por renunciar aos cargos na sequência da operação.
O processo envolve um conjunto alargado de crimes, incluindo associação criminosa, corrupção ativa e passiva, prevaricação, participação económica em negócio, falsificação de documentos, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, branqueamento de capitais e fraude na obtenção de subsídios ou subvenções públicas. Além dos ex-autarcas, eleitos pelo Partido Socialista, há mais 57 arguidos, incluindo 40 pessoas singulares e 19 empresas.
Segundo o Ministério Público, o antigo presidente da Câmara de Montalegre poderá responder por 300 crimes. A acusação sustenta que, entre 2014 e 2022, terá existido um alegado esquema de favorecimento de amigos e familiares em concursos públicos, com recurso sistemático ao ajuste direto e ao ajuste simplificado, fracionamento de despesas e divisão artificial de contratos, permitindo contornar as regras da contratação pública.
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