“Com uma crise diretiva inesperada ocorrida em finais de junho, com a “queda” da direção anterior, aceitei o desafio de concorrer novamente à presidência do nosso clube com a responsabilidade e consciência das dificuldades que iria enfrentar”, refere, admitindo que “encontrámos o clube com problemas gravíssimos de tesouraria, contas correntes desequilibradas, patrocinadores “zangados” com o clube, passivo financeiro que levaria qualquer um à loucura”.
Ainda assim “esta direção assumiu, sem receios e resiliência, os destinos deste enorme clube de forma a inverter a curva descendente em que se encontrava. A mudança exige-se (…) e é imprescindível para tirarmos o clube do marasmo”.
Hugo Letra garante que “o nosso projeto para o clube será o de projetar e construir o nosso complexo desportivo que colmatará as nossas necessidades, tanto para o futebol como para o voleibol (ou outras modalidades que venham a ser abrangidas no futuro), perante os problemas de infraestruturas que temos enfrentado esta época” e espera “cumprir escrupulosamente os compromissos para a época 2024/25, ou seja, chegar ao final da mesma com todos os pagamentos cumpridos e com algum abate da dívida que esta direção encontrou, bem como a resolução de problemas burocráticos “herdados” que perturbam o normal funcionamento do clube”.
“Já estamos a trabalhar na profissionalização do clube pois só assim asseguraremos o futuro sólido e solvente do clube”, vinca, reforçando a intenção de “colocar a marca SCVR no patamar que merece”.
Em resposta, a antiga direção mostra-se “preocupada” com o rumo do Vila Real, destacando “o estado das equipas de formação, que são o futuro do clube, mas encontram-se à deriva”. A isto junta-se “a falta de atração de novas modalidades desportivas, que representa um desinteresse em expandir a oferta e o alcance do SCVR” e também “o fim do futebol feminino, modalidade que promovia a inclusão e diversidade. Foi uma decisão difícil de compreender por parte de um clube que almeja ser uma referência”.
Quanto às questões financeiras, André Carvalho, que assina o comunicado, garante que “deixámos uma conta bancária ativa” e relativamente aos patrocinadores “sempre foram acarinhados”, lamentando que “algumas das parcerias foram negligenciadas ou trocadas por outros apoios”.
“Em março, na próxima Assembleia Geral, podem contar comigo para prestar mais esclarecimentos”, conclui.


