Sábado, 4 de Dezembro de 2021

Bispo diz que “poder e domínio” são entraves ao Sínodo

Foi num clima de alegria e fraternidade que clero e leigos, à volta do bispo, viveram, no domingo, a celebração de abertura da etapa diocesana do próximo sínodo dos bispos sobre a sinodalidade, que está marcado para outubro de 2023 no Vaticano

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A celebração aconteceu na Sé de Vila Real, seguindo-se uma apresentação do processo sinodal no auditório do Seminário pelo padre Márcio Martins. 

O percurso sinodal nesta fase diocesana decorre até março de 2022, por coincidência feliz, durante a primeira parte do ano em que se celebra o centenário da diocese. D. António Augusto fez sentir que este facto “desafia-nos a caminhar juntos com toda a Igreja, a sentirmo-nos mais parcela viva da Igreja universal e por outro lado a tomarmos consciência de que o crescer com raízes (lema do centenário) só poderá acontecer se formos uma diocese mais sinodal a todos os níveis”.

Neste processo sinodal, é “indispensável promover o encontro das pessoas, grupos e comunidades, entre si e com Cristo”, referiu o bispo na homilia, acrescentando que “somos Povo de Deus que caminha na história, organizado em comunidades constituídas por gente diversa. Ajudamo-nos uns aos outros nesta peregrinação, confortamo-nos nas horas difíceis, animamo-nos e congratulamo-nos nos sucessos, sempre atentos para que ninguém fique para trás, especialmente os mais frágeis”. 

D. António advertiu também para os “grandes obstáculos a uma Igreja mais sinodal e fraterna”, que o documento preparatório elenca, e mostrou que esta é uma oportunidade de conversão, um “tempo de purificação e de ousadia na implementação de processos e estilos de funcionamento mais evangélicos, acolhedores e fraternos”.

No final, D. António Azevedo apresentou a comissão dinamizadora dos trabalhos, a que presidirá o Pe. Márcio Martins e que conta com o Diácono Daniel Coelho e dois leigos, o João Paulo Lopes e a Olímpia Mairos. Pediu o empenho de todos os que participam nos vários âmbitos da pastoral da diocese, mas indicou também a importância de escutar “aqueles que se afastaram ou não se identificam com a Igreja”.

Durante os próximos meses, o processo decorrerá a nível paroquial e dos secretariados e movimentos, depois a nível arciprestal e diocesano.

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