Domingo, 19 de Setembro de 2021
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Bloco de Esquerda contra projeto de construção de unidade hoteleira

A candidata do Bloco de Esquerda (BE) à Câmara de Peso da Régua mostrou-se contra o projeto da construção de uma unidade hoteleira nas margens do rio Douro

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Em conferência de imprensa, Enara Teixeira, candidata à Câmara Municipal de Peso da Régua, questiona a construção de uma unidade hoteleira nas antigas instalações da Milnorte.

A candidata pretende a reconversão da antiga fábrica numa praia fluvial que permita o acesso ao rio pela população reguense. “A Milnorte é uma solução, não só para a questão dos desportos náuticos, como do acesso ao rio por parte de toda a a população da Régua, que não tem uma praia fluvial, sendo que é uma cidade que está voltada para o rio, que nasceu para o rio e que não tem esse acesso garantido”, revela.

Atendendo ao exposto, o Bloco entende que esta é uma situação de conflito de interesses e apela à “intervenção do Governo e dos órgãos autárquicos do Peso da Régua em defesa do interesse público.”

A candidata relembrou, ainda, algumas das medidas apresentadas no comício de verão, realizado no dia 27 de agosto, que considera a existência de “lacunas graves, como a mobilidade urbana, a saúde e a educação”.

Enara Teixeira pretende implementar no concelho um turismo sustentável, afirmando que, de momento, “a Régua tem um turismo que é descaradamente de elite, que não traz nada ao município, não traz riquezas”.

Vasco Valente Lopes, candidato à Assembleia Municipal, considera que o acesso ao rio existente atualmente “é muito limitado e não é seguro”. Relata que o Bloco de Esquerda procedeu a um pedido de análise da qualidade da água, concluindo que “a água junto ao cais é imprópria para banhos, com elevados níveis de poluição. A Câmara deveria salvaguardar o interesse da terra e deveria investigar de onde vem a poluição que as análises apresentam”.

Presente esteve ainda Maria Manuel Rola, deputada na Assembleia da República, que questiona a atuação do atual executivo. “Sabemos que existe uma possibilidade de construção megalómana nas margens do rio e na antiga Milnorte e parece-nos incompreensível como é que um executivo permite tal “ansejo” por parte de uma entidade privada, numa zona de Património Mundial da UNESCO”, conclui a dirigente.

Notícia desenvolvida na edição de 9 de setembro

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