Vila RealBrincar “deveria ser elevado a património imaterial da humanidade”

Brincar “deveria ser elevado a património imaterial da humanidade”

O Teatro de Vila Real recebeu o seminário dedicado à saúde mental, que reuniu vários especialistas nesta matéria, entre os quais o psicanalista Eduardo Sá

A frase é do psicanalista Eduardo Sá, que defendeu que brincar deveria ser elevado a património imaterial da humanidade para proteger a infância da sobrecarga de tarefas e da extinção do tempo livre. Isto porque brincar “é um bem essencial e tão importante quanto aprender”, criticando a forma como a escola atual, muitas vezes, “rouba a infância” e funciona como um “trabalho infantil do século XXI”.

O especialista foi um dos convidados do seminário “Saúde Mental na Era Digital”, promovido pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) de Vila Real.

Para Eduardo Sá, a brincadeira é o principal meio de aprendizagem, desenvolvimento emocional e social da criança, lamentando que a escola atual tenha uma exigência excessiva de horários e as aulas prolongadas que esgotam as crianças, sacrificando a criatividade e o tempo de recreio. “Nós hoje produzimos as crianças mais sofisticadas que a humanidade já conheceu e temos crianças que nos permitem concluir que a sua infância está à beira da extinção”, afirma, adiantando que acha “desconcertante” que se passe a vida a falar de saúde mental quando se permite que os “nossos filhos trabalhem das 8h00 da manhã às 8h00 da noite todos os dias. Se isso é saúde mental, tenho imensa dificuldade em perceber isso”.

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