Não terá sido por acaso que Manuel Alegre, Ana Benavente, Edmundo Pedro, Henrique Neto e vários outros socialistas de renome participaram no comício-festa que o Bloco de Esquerda promoveu, no dia 3 do corrente, no Teatro da Trindade, em Lisboa. Os mais de 700 participantes dessa manifestação de desagrado político que atravessa a sociedade portuguesa e que cava um profundo abismo entre os pobres e os ricos não é uma palhaçada qualquer. É uma consequência das sucessivas políticas, dos diversos agentes que têm ocupado os órgãos de decisão e que são responsáveis pelo divórcio entre cidadãos do mesmo território, que cantam o mesmo hino, aplaudem a mesma selecção, percorrem os mesmos caminhos, mas uns cada
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