Em comunicado, o COO UP revela que se tratou de uma iniciativa de natureza informativa/formativa, que aliou conhecimento teórico à prática, permitindo reflexões importantes sobre o papel de instituições, profissionais e das comunidades em contextos de intervenção em situações de crise, e da sua capacidade de intervir ao nível da segurança contra os incêndios.
Todos os intervenientes enfatizaram a perspetiva da prevenção na proteção de todos e necessidade na elaboração de Planos de Segurança, atempada, por parte das instituições.
Neste contexto, os animais “não devem continuar a ser esquecidos”, pois não obstante a sua proteção estar contemplada na lei, na prática “não existem locais de acolhimento para animais em situação de resgate e socorro, dificultando a intervenção no terreno. Seria importante que os Municípios se preparassem para garantir a segurança, também dos animais”.
Numa abordagem dos 5 R’, desde a prevenção à redução de riscos foram destacados pontos importantes neste ciclo, designadamente: análise diagnóstica; prevenção; planeamento; resposta e, por último, recuperação. “Todas estas fases deverão estar interligadas entre si, salientando, também, a abordagem holística do fenómeno e a necessidade de habilitar os profissionais envolvidos de conhecimentos interdisciplinares”.
Compreender as políticas de planeamento e do ordenamento do território, e a forma de como o fogo afeta pessoas, bens, infraestruturas, animais e paisagem, “é absolutamente essencial”, revela a COO UP.
Uma organização setorial do território que garanta a proteção da biodiversidade, gestão dos incêndios de que é exemplo o PNPOT – Programa Nacional de Política e Ordenamento do Território pressupõe, também, o envolvimento de todos, instituições, seus dirigentes e profissionais (devendo as equipas contemplar de forma efetiva técnicos das áreas sociais, nomeadamente Assistentes Sociais), cujo papel “é relevante na mediação e superação de situações socio-emocionais traumáticas e de perdas”.
Os planos de contingência “são processos dinâmicos e abrangentes”, e exigem da parte das instituições e seus responsáveis uma tomada de “decisão atempada e a avaliação contínua da sua execução”.
Após o momento de discussão, partilha e reflexão entre os participantes, “foi unânime o interesse manifestado por todos para a importância de dar continuidade a este tipo de ações para o aprofundamento do tema”.




