Quinta-feira, 19 de Maio de 2022

Covid-19: Mortalidade aumenta 11% em Portugal

A mortalidade específica por covid-19 está nas 28 mortes por um milhão de habitantes e aumentou 11% em relação aos 14 dias anteriores, adianta o relatório sobre a situação epidemiológica

“A 28 de março, a mortalidade específica por covid-19 registou um valor de 28,0 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes, o que corresponde a um aumento de 11% relativamente ao período anterior” (25,3), avança o documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Segundo o relatório, apesar da mortalidade por covid-19 revelar uma tendência estável durante a segunda quinzena de março, o valor de 28 óbitos é superior ao limiar de 20 mortes em 14 dias por um milhão de habitantes definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC) e que constitui uma das referências determinadas pelo Governo para o país passar para um nível sem restrições de controlo da pandemia.

Relativamente à pressão da pandemia sobre os serviços de saúde, a DGS e o INSA indicam que o número de doentes internados nas unidades de cuidados intensivos (UCI) com covid-19 corresponde a 24% do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas.

O número de doentes em UCI mantém uma tendência decrescente e os hospitais da região do Centro são que apresentam maior ocupação nessas unidades, mas ainda distantes do seu nível de alerta, refere o relatório.

Da análise dos diferentes indicadores, a “epidemia de covid-19 mantém uma transmissibilidade muito elevada, embora com ligeiro decréscimo”, adianta o documento, que salienta que o sistema de saúde apresenta capacidade para acomodar um aumento de procura por doentes infetados com o SARS-CoV-2.

“Deve ser mantida a vigilância da situação epidemiológica da covid-19 e recomenda-se a manutenção das medidas de proteção individual nos grupos de maior risco e a vacinação de reforço”, adiantam a DGS e o INSA.

De acordo com o relatório, a razão entre o número de pessoas internadas e infetadas foi de 0,13 com tendência estável, um valor que é inferior aos observados em ondas anteriores da pandemia, o que indica uma “menor gravidade da infeção do que a observada anteriormente”.

A linhagem BA.2 da variante Ómicron do SARS-CoV-2 continua “claramente dominante” em Portugal, com o INSA a estimar uma frequência relativa de 95% em 28 de março de 2022.

DADOS SEMANAIS

Portugal registou, entre 22 e 28 de março, 70.111 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, 148 mortes associadas à covid-19 e um ligeiro aumento de doentes internados, indicou ontem a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, o número de casos confirmados de infeção desceu 5.169 em relação à semana anterior, registando-se, no entanto, um aumento de oito mortes na comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.180 pessoas, mais 16 do que no mesmo dia da semana anterior, das quais 61 doentes em unidades de cuidados intensivos, menos três.

De acordo com os dados da DGS, a incidência a sete dias estava, na segunda-feira, nos 681 casos por 100 mil habitantes, tendo registado uma redução de 7% em relação à semana anterior, enquanto o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 mantinha-se em 0,97.

A região Norte totalizou 13.899 casos de infeção, mais 551 do que na semana anterior, e 31 mortes, mais cinco. De acordo com a DGS, a faixa etária entre os 40 e os 49 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (11.878), seguida das pessoas entre os 30 e os 39 anos (9.671), enquanto os idosos com mais de 80 anos foram o grupo com menos infeções (4.473).

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