No palco, ali está uma alma enorme reveladora de paixão fulgurante que contagia e galvaniza. Há dias ouvi-o falar com gestos e olhares eloquentes e precisão de matador. Dudamel ensaiava no ar uma estocada final, vibrando ele próprio com os sons que envolviam uma grande sala. Os músicos acompanhavam a batuta sem a intensidade dinâmica que o maestro pretendia. Dudamel insistia repetindo os gestos, arquitetando os movimentos. Como um gracioso bailarino Dudamel ia convocando toda a orquestra para a celebração apoteótica da música. Agora, a orquestra compreendia, correspondendo de forma avassaladora. Usando lindas e estranhas metáforas ele explica que o sangue é essa intensidade que corre nas veias de quem sabe tocar, de quem sabe
Artigo exclusivo PREMIUM
Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.
Se já é PREMIUM,
Aceda à sua conta em Entrar





