Quarta-feira, 10 de Agosto de 2022
Adérito Silveira
Adérito Silveira
Maestro do Coral da Cidade de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

E partiu na noite de Natal

“Nesta quadra, a música ouve-se melhor… Ah! Falta-me o Natal de outrora em que a neve caía em flocos nos caixilhos da janela em vidros embaciados… eu passava as mãos para desfazer a névoa e ver as casas velhas embranquecidas… sim, doíam-me as articulações. Por dentro. E eu cantava com as vozes da rua em grande alegria”. Esta foi uma das palavras que a ti Ana proferiu poética e escorreitamente antes do homem morrer… a partir daí tudo se modificou radicalmente...

-PUB-

A mulher andava sempre aborrecida e contrariada da vida, insultando os passantes e atirando pedras a cães, gatos e a tudo o que se mexia. A andrajosa mulher vivia todos os dias as suas desgraças. Vestia sempre de preto desde a morte do seu homem que morrera num acidente, pisado macabramente por um cavalo ainda mal domesticado. Tinha apenas 30 anos de idade… a partir deste trágico episódio, para ti Ana, o preto era a sua cruz numa vida que, muito cedo deixara de fazer sentido.

“Valha-me Deus”, dizia, enquanto caminhava ou quando monologava uma qualquer curta frase. Depois de viúva, passou a andar de rosário, enquanto, vagarosa, seguia o caminho para a igreja de Mateus

Artigo exclusivo PREMIUM

Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.

Se já é PREMIUM,
Aceda à sua conta em

Mais Lidas

Acidente com moto 4 faz dois mortos

PREMIUM

Despiste em Atei faz um ferido grave

Homem detido por fogo posto

PJ faz nova detenção por fogo posto

Dois detidos por tráfico de droga

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.