Costuma haver no homem duas medidas que geralmente não coincidem. Existe aquilo que somos efectivamente e aquilo gostaríamos de ser, ou que nos dava jeito ser.
O homem movimenta-se entre estas duas medidas ao longo da sua vida, e dessa tensão nascem duas coisas. Uma boa e outra má.
A boa consiste em que, por termos sempre um objectivo a alcançar – por nunca estarmos totalmente construídos –, a nossa vida mantém até ao último momento qualquer coisa de juventude, de busca, de incerteza, de aventura. Podemos em qualquer instante saborear o encanto de irmos ainda a caminho; podemos sempre desejar mais; possuímos, mesmo perto do fim, algo por que lutar.
E isso permite que a
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