Quinta-feira, 25 de Abril de 2024
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Frio deixa trabalhadores de call center a “bater o dente”

O ano terminou com temperaturas muito baixas e no call center da Intelcia, em Vila Real, o frio está a dificultar o trabalho de quem ali passa os dias. Entretanto, a Intelcia disse que está a avançar com "todas as ações necessárias para uma resolução eficaz e definitiva desta situação"

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O edifício foi inaugurado em 2020, mas segundo Sofia Vieira, “nesta altura, em que se registam temperaturas negativas na rua, estamos a trabalhar com uma temperatura média de 8º dentro do edifício”.

Esta responsável de equipa diz mesmo que as condições em que estão a trabalhar são desumanas”.

“Seja no inverno, seja no verão, o sistema de aquecimento/arrefecimento nunca funcionou normalmente e isso dificulta o nosso trabalho”, confessa, lembrando que “é um trabalho em que estamos sempre no mesmo sítio e com o frio que se faz sentir não conseguimos fazer as coisas como deve ser”.

Damos uma breve volta ao edifício e rápido saltam à vista os aquecedores por baixo das mesas. Há ainda cachecóis a fazer de gorros, as luvas não são retiradas, assim como os casacos.

Dos 130 colaboradores, apenas 25 estão a trabalhar no call center. “Aqueles que têm boa internet em casa, a empresa permitiu que fossem para teletrabalho”, indica Sofia Vieira, acrescentando que “há outros que estão de férias, mas temos colegas que estão de baixa, por terem contraído pneumonias”.

“Eu tento que a minha equipa pare de hora a hora, para nos aquecermos na cozinha, que é onde está mais quente, mas depois há a questão do choque de temperaturas, que não ajuda, daí que haja alguns elementos que estejam de baixa”, frisa.

Sofia lamenta que “aquilo que nos têm dado são soluções temporárias”, explicando que “o técnico vem resolver o problema, mas dois dias depois voltamos ao mesmo”.

“Neste momento, estamos a trabalhar com aquecedores espalhados pela sala, mas como é um espaço grande, nem se nota. São aparelhos que aquecem perto, pelo que estamos seis pessoas com oito aquecedores à volta”, conta, reforçando que “não nos conseguimos concentrar. Precisamos de uma solução definitiva”.

Além do teletrabalho, a chefia deu a opção de se deslocarem para os pólos de Amarante, Fafe ou Lamego, algo que, no entender de Sofia, “não é viável”, não só pelas viagens diárias, mas também porque “há quem não tenha meio de transporte”.

Entretanto, a Intelcia disse que, apesar de o edifício em questão pertencer ao município de Vila Real, a Intelcia Portugal tem vindo a “desenvolver um conjunto de esforços para garantir aquela que é a sua máxima prioridade: a segurança e condições adequadas para os colaboradores no exercício das suas funções”.

Neste sentido, tem vindo a realizar “diversas intervenções que permitam melhorar o conforto térmico no interior deste espaço, nomeadamente com a aquisição de novos equipamentos e recorrendo a diferentes especialistas nesta área, para encontrar as melhores soluções. Estamos a avançar com todas as ações necessárias para uma resolução eficaz e definitiva desta situação, com a maior brevidade possível”.

Acrescentou ainda que tem vindo a avaliar, de forma individual, “os pedidos de teletrabalho dos nossos colaboradores devido aos atuais constrangimentos”.

 

 

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