Esta iniciativa, denominada cápsula itinerante Diversiverso, esteve de portas abertas a toda a população, que teve a oportunidade de experimentar livremente as tecnologias de apoio pensadas para ter em casa, num ambiente realista. O próximo passo é recolher os seus contributos e opiniões, de modo a melhorar estas tecnologias de assistência.
A VTM acompanhou a visita de duas IPSS ao espaço. Constança Lopes, de 91 anos, veio do Centro Social, Recreativo e Cultural (CSRC) de Vilar Maçada. Para andar, conta com a ajuda de canadianas e a autonomia já não é o que era, daí que “tem aqui algumas coisas que dão muito jeito. Experimentei algumas”, afirma. Uma das peças que experimentou foi uma espécie de pinça, que ajuda, por exemplo, a pegar em coisas que estão no chão, sem precisar de se baixar ou esperar por ajuda. “Como estou no lar, já não cozinho e tenho muita ajuda, mas apreciei tudo o que vi. A pinça é boa porque não preciso de esperar por ninguém e posso ir fazendo algumas coisas sozinha”. Artigo exclusivo PREMIUM
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“Tudo tem o seu valor e a sua utilidade. Hoje não preciso de nada, mas não sei o dia de amanhã”
MARIA ADELAIDE
ASSOCIAÇÃO SANTO MAMEDE
Maria Adelaide, de 79 anos, da Associação Santo Mamede, estava igualmente encantada com o que via, ainda que “para já, felizmente, não preciso de nada”.
“Tudo tem o seu valor e a sua utilidade. Hoje não preciso, mas não sei o dia de amanhã”, frisa, destacando uns pedais, para poder fazer ginástica “sentada no sofá, enquanto vê a novela (risos)”. E admite que “ainda há uns dias falei com a minha filha sobre ter um destes lá em casa”.
Entre o material exposto estava, além da pinça e dos pedais, pegas para as facas, para os pacotes de leite ou sumo, uma tábua com ventosas, para não escorregar, e até um relógio inteligente.
“Tudo o que tem a ver com tecnologias e que ajude a melhorar a qualidade de vida destas pessoas é uma mais-valia”, afirma Alexandra Magalhães, diretora do CSRC de Vilar de Maçada, admitindo que “já temos alguns destes equipamentos na instituição”. E revela que “do que me fui apercebendo aqui, estão muito impressionados com o relógio SOS, sobretudo por parte dos utentes que vivem sozinhos ou afastados de nós, porque o relógio acaba por ser uma retaguarda, caso precisem de ajuda”.
“Tem aqui algumas coisas que dão muito jeito. Experimentei algumas, com a pinça e gostei”
CONSTANÇA LOPES
CSRC VILAR DE MAÇADA
Opinião semelhante tem Beatriz Brites, diretora da Associação Santo Mamede. “Estas iniciativas são sempre positivas, porque informam os idosos, mas também a nós, que trabalhamos com eles”. No caso da instituição que dirige “a maioria dos utentes ainda tem muita autonomia”, mas não esconde que “amanhã podem precisar de alguns dos equipamentos aqui expostos”, destacando os itens para o quarto e para a casa de banho.
VIVEMAIS
O projeto VIVEMAIS, financiado pelo programa Interreg Espanha-Portugal (POCTEP), é um consórcio público-privado centrado na conceção, adoção e utilização de tecnologias inovadoras de assistência ou apoio. Do lado de Portugal tem vários parceiros, entre eles a UTAD, a CIM Douro e os municípios de Alijó e Freixo de Espada à Cinta.
“No âmbito deste projeto já recebemos uma conferência onde se falou das várias tecnologias de assistência e produtos de apoio para idosos”, refere Mafalda Mendes, vereadora da Câmara de Alijó, acrescentando que “no final da visita é feito um questionário no sentido de perceber a opinião das pessoas e o que pode ser melhorado, para fazer chegar essa informação aos investigadores”.







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