Terça-feira, 21 de Abril de 2026
Em FocoIncêndios não dão tréguas e deixam paisagem pintada de negro

Incêndios não dão tréguas e deixam paisagem pintada de negro

Tem sido uma semana de “inferno” na região. O incêndio no Alvão reacendeu no sábado à noite e colocou habitações em risco. Também em Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena as chamas não deram descanso à população e aos bombeiros. Para trás ficam vários hectares de terra ardida e algumas casas

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Quando se pensava que o pior já tinha passado, eis que o fogo voltou a fazer das suas. No sábado à noite, e uma semana após o início do incêndio em Sirarelhos, no concelho de Vila Real, o fogo reacendeu. No dia seguinte, o vento forte não ajudou e as chamas ganharam grandes proporções. “Parecia o inferno”, diz quem viu o fogo de perto e a ameaçar casas.

O fogo, que ao longo de uma semana andou no alto da serra do Alvão, foi descendo e chegou às aldeias de Relva, Muas, Agarez, Ramadas, Outeiro, Borbela e também ao cimo da vila de Lordelo, atingindo, novamente, o Parque Natural do Alvão (PNA).

No domingo, por volta das 22h30, e apesar de o cenário estar mais calmo, havia estradas cortadas e muitas pessoas na rua, de olhos postos no fogo. Na Rua do Cónho, em Lordelo, encontrámos Ricardo Mourão. “Isto parecia o inferno”, afirmou, dando conta que “o fogo chegou aqui por volta das 18h00. Foram horas de aflição, com as labaredas a passarem por cima das casas”. “Foi uma situação muito complicada e o vento não ajudou. Além disso, ainda demorou um pouco até chegarem os bombeiros. Felizmente, agora está tudo mais calmo”, refere, lembrando que “faz agora oito anos que houve aqui um incêndio idêntico”.

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