A mesma fonte disse que durante a noite de quarta para quinta-feira alguém danificou duas máquinas de perfuração e um trator de apoio e que, depois do alerta, uma patrulha do posto de Boticas foi ao local e levantou um auto de notícia.
A informação foi inicialmente dada à agência Lusa através de um e-mail que referia que ativistas contra a mina de lítio destruíram máquinas de prospeção em Covas do Barroso, depois de invadirem a área de concessão, e que esta ação representa um escalar da resistência ao projeto que pretende destruir as serras do Barroso.
A Lusa confirmou esta situação com a GNR e contactou a empresa Savannah que afirmou que, “apesar deste episódio, os trabalhos no terreno continuaram hoje com naturalidade” e que “assim continuarão”.
A Savannah esclareceu ainda que as máquinas afetadas são subcontratadas, mas também uma máquina de trabalho agrícola e um trator de um habitante da aldeia de Covas do Barroso, com quem a empresa referiu estar “totalmente solidária” hoje.
“A Savannah está a fazer o trabalho legitimado pelo Estado em terrenos onde temos autorização para trabalhar. Esperamos que as autoridades competentes façam o seu trabalho de proteção de pessoas e bens, fazendo cumprir a lei”, frisou.
Disse ainda que “os indivíduos que se vangloriam de atos de vandalismo não são ativistas, são criminosos”.
“É, infelizmente, algo que antecipávamos como resposta ao empenho da Savannah em criar mais empregos locais e desenvolver um diálogo cada vez mais construtivo com a população local”, apontou.
A Savannah quer explorar lítio na área de Covas do Barroso, no norte do distrito de Vila Real, mas a mina é contestada por populares, autarcas e ambientalistas.



