Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2026
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NacionalMaioria dos portugueses consideram dominar temas financeiros

Maioria dos portugueses consideram dominar temas financeiros

Estudo do Santander revela défice entre perceção e conhecimento real; 92% querem educação financeira nas escolas

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O novo relatório global do Santander sobre literacia financeira, apresentado em Londres, conclui que 63% dos portugueses afirmam ter conhecimentos sólidos em temas financeiros, contudo apenas 36% respondem corretamente a uma questão simples sobre inflação.

Este estudo, elaborado pela Ipsos com inquéritos realizados a 1.970 portugueses no período entre 25 de abril e 21 de maio de 2025, evidencia um desfasamento entre a perceção e o conhecimento financeiro real da população portuguesa. A literacia financeira surge como um tema essencial, num contexto de volatilidade das taxas de juro e pressões crescentes no custo de vida.

Apesar de 92% dos portugueses considerarem que a educação financeira deveria integrar obrigatoriamente o currículo escolar, apenas 10% recordam ter recebido esta formação durante a escolaridade. A importância dada a esta disciplina reflete-se também a nível global, onde a educação financeira é classificada como a segunda disciplina mais importante, logo a seguir à matemática.

A presidente do Banco Santander, Ana Botín, afirma que “a educação financeira é uma ferramenta essencial de progresso, e o conhecimento é o que permite às pessoas tomar decisões informadas, antecipar riscos e aproveitar oportunidades. Para o Santander, promover a educação financeira não é uma iniciativa pontual, mas sim uma responsabilidade permanente e partilhada: governos, escolas, famílias, empresas e bancos devem colaborar para que o conhecimento chegue a todos, desde a infância até à idade adulta.”

O relatório revela ainda que 84% dos que não receberam educação financeira na escola gostariam de a ter tido, o que leva muitos a recorrer às redes sociais para obter informação, sendo essa a fonte para um em cada cinco inquiridos.

Em termos de objetivos financeiros, 39% dos portugueses ambicionam atingir estabilidade financeira para não se preocuparem com dinheiro, 33% querem poupar para viajar e 23% pretendem pagar dívidas. Apesar destes valores, apenas 35% conseguem poupar parte do rendimento mensal, enquanto 40% admitem não o fazer regularmente.

O uso de serviços bancários digitais é elevado, com 73% dos portugueses a utilizá-los semanalmente. Quanto à perceção económica, 24% mostram-se otimistas em relação à economia global, contra 42% de pessimistas, enquanto a perceção da economia portuguesa é mais negativa, com apenas 22% otimistas e 42% pessimistas.

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