Ontem, o Café Nova Pompeia foi palco de uma conversa aberta à população dedicada aos “Valores de Abril, à Constituição, ao papel da Presidência da República e ao que está em jogo nas Presidenciais”. O mandatário regional, Manuel Cunha esteve presente na conversa, no âmbito da campanha de António Filipe à Presidência da República.
Em declarações à VTM, Manuel Cunha referiu que os resultados eleitorais são importantes, no entanto, a prioridade é “não abdicar de nenhum espaço de intervenção e mobilização política à esquerda”, defendendo a Constituição de Abril e as funções presidenciais a ela associadas.
O mandatário recordou a visita de António Filipe a Vila Real, onde o candidato presidencial reuniu com responsáveis da área da saúde, para “ouvir os problemas que existem e reforçar a pressão política” em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS). “A candidatura tem procurado ouvir, propor e intervir, sempre com o objetivo de melhorar as respostas públicas”, afirmou.
Manuel Cunha destacou ainda que a candidatura de António Filipe se manteve ativa na região através de iniciativas de rua, ações em feiras e mercados, e encontros com a população, apesar das limitações inerentes a uma campanha presidencial que levou o candidato a não ter tido disponibilidade para acompanhar. “Fizemos a nossa missão, agora a decisão está nas mãos dos eleitores”, referiu, manifestando confiança nos resultados.
O mandatário assumiu que o candidato reúne as condições para ser “o melhor Presidente da República que Portugal precisa”, salientando a posição assumida pelo António Filipe ao longo da campanha, nomeadamente sobre o pacote laboral.
Nesse sentido, sublinhou o contributo da candidatura para dar voz às lutas dos trabalhadores, considerando que o pacote laboral “deve ser rejeitado na sua totalidade”, uma posição que, segundo afirmou, António Filipe defendeu desde o início, antes de outros candidatos ajustarem os seus discursos à mobilização social.
Para Manuel Cunha, estes encontros não servem apenas para atrair novos apoiantes, mas sobretudo para “juntar forças, energia, conhecimento e capacidade de intervenção”, envolvendo comunistas, democratas, militantes do Partido Ecologista “Os Verdes” e cidadãos independentes, mobilizados pelo percurso político de António Filipe.


