Segunda-feira, 20 de Julho de 2026
RegiãoMétodos tradicionais ainda são os mais usados para climatização

Métodos tradicionais ainda são os mais usados para climatização

Ainda que haja sistemas de climatização e fontes de energia mais sustentáveis, que podem gerar poupança no longo prazo, o investimento elevado que implicam ainda afasta muitas pessoas

Na casa de Arminda Ferreira, é uma salamandra a lenha que aquece o ambiente no longo inverno transmontano.

É um sistema que tem há bastante tempo e não pensa em mudar, “porque a luz é muito cara, o gás também, a lenha é mais económica e, além disso, aquece melhor”. Mesmo tendo uma moradia, não vê a opção de mudar para aparelhos mais modernos ou sustentáveis como viável. “Não tenho painéis solares, nem tenho possibilidades de colocar, são dispendiosos”, diz, admitindo que se houvesse apoio podia ponderar investir nesta fonte de energia mais sustentável.

Apesar da desvantagem de precisar de carregar lenha diariamente, diz que “é o que gosto de ter”.

Já no verão, diz ser fácil manter a casa fresca, devido à construção e só raramente precisa de usar uma ventoinha.

Não tenho painéis solares, nem tenho possibilidades de os colocar, são dispendiosos”
Arminda Ferreira

Élia Nunes e David Cardoso estão a construir uma casa e mostram-se inclinados para usar a lenha para alimentar o sistema de aquecimento. “O mais certo é optar pela lenha, como é na aldeia, é o que se usa mais”, diz David.

Para o casal, investir em painéis solares teria muitos custos, ainda que admitam que a poupança a longo prazo pudesse compensar. “Vamos ver. Se houver benefícios ou ajudas ainda poderemos mudar o sistema”, admitem. Atualmente, residem num apartamento, provisoriamente, enquanto as obras decorrem, e não investiram em instalação de nenhum sistema que implicasse muita despesa. “Usamos aquecedor elétrico, é só ligar à tomada e aquece bem”, afirma Élia Nunes, que diz não implicar muitos gastos na fatura. “Liga-se de vez em quando, quando está a casa fria”, frisa.

Com o calor, a preocupação não é tanta. Tenta-se refrescar a casa ou recorrer a ventoinhas.

“O mais certo é continuar com lenha, é o que se usa mais, principalmente nas aldeias”
David Cardoso

Em casa de Arnaldina Barreira, na cidade de Chaves, é usado aquecimento central a gás natural, o que liga “todos os dias, sempre que está frio, quero estar confortável”. Admite que tem sentido aumento no preço e apesar de por vezes comparar as propostas de diferentes empresas, ainda nunca se decidiu a mudar de fornecedor. Mas não exclui essa hipótese no futuro.

“Algumas companhias são mais baratas e eu agora recebi uma fatura muito alta, quase não estive aqui em casa, tenho de ir reclamar”, conta. Arnaldina considera que este sistema é o mais prático, “não suja nada e é só ligar”, vendo vantagens em mantê-lo.
Na casa da aldeia, onde passa temporadas, opta por usar gasóleo como fonte de aquecimento, por não ter gás natural disponível.


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