Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2026
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Alto TâmegaMontenegro promete resposta rápida para recuperação após incêndios

Montenegro promete resposta rápida para recuperação após incêndios

Na segunda-feira (30), o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, visitaram Zimão, no concelho de Vila Pouca de Aguiar, uma das zonas atingidos pelos incêndios de há duas semanas.

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Uma visita para “apoiar as populações”, além de trazerem uma mensagem “de esperança”, destacou o chefe de Governo.

“Estamos aqui para poder contribuir com o esforço do Governo em tudo o que é necessário recuperar, habitações, explorações agrícolas e empresas”, sublinhou Montenegro.

“Estive em várias aldeias para salvar burros, gatos, cães e abri portas a ovelhas e pássaros. Mas morreram muitos”
MARÍLIA SANTOS
ASSOCIAÇÃO DE DEFESA DOS ANIMAIS TERRAS DE AGUIAR

Uma ajuda que quer célere. “Já tomamos decisões, temos 100 milhões de euros para iniciar o processo de recuperação e um acordo com a União Europeia para utilização, até 500 milhões de euros de fundos de coesão”, frisou, destacando que o diploma com medidas de apoio “já foi aprovado, promulgado e publicado”, e reiterou as decisões para “retirar burocracia ao processo”, com regras da contratação pública mais ágil.

Depois de ter visitado uma casa de primeira habitação destruída, das três que arderam na aldeia, o governante afirmou que “senhor Franklin ficou sem a casa, e a nossa concentração está em recuperar de forma célere, fácil e ágil, o que é mais essencial e a atividade económica”. Para as residências de primeira habitação haverá um financiamento de 100% até 150 mil euros e de 85% a partir deste valor.

O Presidente da República adiantou que vai pressionar o Governo para que haja uma “resposta rápida, rigorosa e eficaz”. “Depois do que se passou, muitas casas destruídas, tantos prejuízos e tantos sofrimentos, esperamos que seja rápido, que fique definido, para depois não haver dúvidas” sobre quem pode receber apoio”, frisou Marcelo Rebelo de Sousa e acrescentou que “um Presidente da República, que tem a memória do que se passou em 2017, sabe o que correu bem e o que correu mal”.

Gestão florestal

 “Se vi o inferno foi nesse dia. Estava a ajudar a apagar junto à casa do meu irmão, quando fui ver já a minha estava a arder”
FRANKLIM ALVES
HABITANTE DE ZIMÃO

Em declarações aos jornalistas, Luís Montenegro afirmou que já tinha avisado para a importância da gestão florestal. Recordando uma iniciativa de há dois anos, que o levou a visitar todos os concelhos do país, frisa que falou “muitas vezes de gestão e ordenamento florestal, do aproveitamento económico da floresta, da valorização da agricultura, como setor estratégico para a coesão”.

“Falámos muitas vezes sobre estes temas, mas nessas ocasiões, infelizmente, os holofotes mediáticos viraram-se para questões diferentes”, afirmou e assegurou que, atualmente, o Governo tem uma política florestal para implementar e uma política de estímulo à agricultura que está em curso.

Sobre as críticas acerca da falta de meios, nomeadamente os aéreos no combate aos incêndios, Montenegro afirmou que como houve muitas ocorrências ao mesmo tempo, em diferentes pontos do país, foi necessário “estabelecer prioridades”. “Não temos um avião para estar em cada freguesia do país. Falei com a senhora presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, e disse-lhe que viriam na medida das possibilidades. O que podia dizer: vou tirar os meio aéreos de Albergaria, Sever do Vouga, Águeda e deixo arder aquilo tudo”.

“A casa dos meus pais ardeu, só ficaram as paredes, espero que nos ajudem. No campo ainda chegou a uns castanheiros”
CÂNDIDA DIAS
HABITANTE DE ZIMÃO

Admitindo que “pode ter havido falhas e mão criminosa”, garantiu que vão tentar “perceber tudo, o que falhou na estrutura de combate e nas decisões tomadas”, ao fazer uma avaliação profunda sobre o combate, o sistema de emergência e proteção civil e sua gestão.

No mesmo dia, Marcelo e Montenegro passaram ainda por Baião e Sever do Vouga.

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