“Foi uma mudança natural, uma vez que já fazia parte dos órgãos sociais há algum tempo. Assumir a liderança foi um desafio grande, uma vez que as responsabilidades são maiores. Somos a cara do clube, tanto para o bem como para o mal. Está a ser uma experiência agradável e acho que estamos no bom caminho”, afirma.
Com eleições agendadas para este ano, Tiago Pinto volta a ser candidato à presidência do clube. “Já falamos entre nós e serei candidato. Não sei se haverá mais alguma lista a concorrer, temos de aguardar”.
Dirigir clubes é, segundo Tiago Pinto, cada vez mais difícil, isto porque já não existe a disponibilidade de outros tempos. “Apesar de sermos uma direção grande, o clube rola à volta de 9 ou 10 pessoas, quando gostávamos de ter mais gente a ajudar, pois acabam por ser sempre os mesmos”, disse, adiantando que o associativismo “de graça tem os dias contados. Mais ano, menos ano, terá de ser remunerado. Da mesma forma que se paga a jogadores e treinadores, terá de se pagar a dirigentes, porque estes não vão abdicar do seu tempo para dar ao associativismo”.
Com a equipa sénior longe do fulgor de outras temporadas, o presidente assume que a equipa tem qualidade para fazer mais. “Sabíamos que iria ser um ano difícil, saiu muita gente que estava na época passada e entraram 12 atletas novos. Faz-nos falta alguns jogadores mais experientes, mas considero que temos equipa para estar mais acima na tabela”, sublinha, acrescentando que “está satisfeito” com o trabalho do técnico Nuno Freddy.
Acrescentou ainda que enquanto “não tivermos uma formação bem qualificada, não faz sentido apostar nos seniores”.
A nível da formação, o clube também não tem mostrado a capacidade que já teve no passado e tem tido muitas dificuldades para colocar equipas nos campeonatos nacionais.
“Temos estruturas e capacidade financeira para ter equipas da formação nos campeonatos nacionais”. No entanto, “não estamos a conseguir tirar gente com qualidade da formação”.
Depois, “da forma como estão os campeonatos será difícil subir em alguns dos escalões. A maioria das nossas equipas estão na Liga de Ouro, vamos lutar para subir, apesar de reconhecer que será difícil, seja nos sub-14, seja nos sub-16”.
Sobre a eventual venda do complexo desportivo D. Maria de Lurdes do Amaral, Tiago Pinto é perentório: “o complexo não vai ser vendido, sei que há um projeto para aquele local, mas ao clube não chegou nada”.
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