Segunda-feira, 18 de Outubro de 2021
Armando Moreira
MIRADOURO Ex-presidente da Câmara Municipal de Vila Real. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O INTERESSE NACIONAL

Acabada a refrega eleitoral, é tempo de depor as armas e sarar as feridas provocadas por uma campanha que nem sempre se conteve nos limites da decência e de uma sã democracia. O povo votou expressando o sentimento de como viu a governação anterior – uma governação que exigiu muitos sacrifícios ao país, e que a chamada classe média sentiu mais profundamente nos bolsos, pelas medidas de austeridade que foi necessário adotar para cumprir aquilo que os credores (que são quem nos permite viver) nos impuseram, como forma de reduzir os tremendos deficits públicos gerados, nas últimas décadas, por sucessivos governos.

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Isso porém é passado, e o que verdadeiramente estava em equação nesta peleja eleitoral era saber se o rumo de exigência seguido nos últimos quatro anos era para continuar, ou para aliviar. Os sinais dados pelos resultados já apurados, que determinaram que nenhuma força política tenha a maioria absoluta para governar sem ouvir os outros, aponta claramente que a maioria da população deseja que se alivie a carga de sacrifícios impostos nos últimos quatros anos. Os 38 % de votação no PàF (Portugal à Frente), da coligação PSD/CDS, somados aos 32 % do Partido Socialista apontam necessariamente no sentido de que o novo governo tenha em conta esse cenário de entendimento e de concertação.

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