Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026
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Luís Pereira
Luís Pereira
Historiador e Arqueólogo. Colunista n'A Voz de Trás-os-Montes

O que falta ao Sr. Ministro, é educação!

Se por um lado Portugal foi distinguido internacionalmente pelo seu desempenho económico, por cá nota-se, cada vez mais, um esforço interno em distinguir a classe populacional.

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Aparentemente não há constrangimento algum para quem desempenha grandes cargos políticos dizer abertamente que o problema da degradação dos serviços públicos deve-se à população proveniente de classes mais baixas e, claro, que o mesmo não se deve ao desinvestimento estrutural e humano nos serviços por parte dos governos! Nada como ter um pingo de arrogância para proferir publicamente que as “residências universitárias degradam-se mais por terem apenas estudantes desfavorecidos” e até a coragem de apontar para a pasta do ministério vizinho que o mesmo se passa nos hospitais públicos, em que são os utentes que degradam os hospitais, e não a escassez de profissionais, os sucessivos cortes nos financiamentos e a demorada renovação estrutural dos serviços. Não, na educação do Sr. Ministro da Educação o problema é a falta de educação dos cidadãos, talvez fruto de outra má gestão e desinvestimento no ensino em Portugal. Mas sobre estes problemas sacode-se a água do capote, pois já vêm de trás e as ideias deste governo serão melhores do que a dos antecessores, mesmo que se baseiem em falhas graves nas informações oficiais entre uma administração hospitalar e o ministério da Saúde. Podemos e devemos perguntar: e no privado haverá estas falhas graves ou é um mundo perfeito e sem erros, o tal paraíso na terra que resolve todos os problemas dos cidadãos? Bem, pelo menos daqueles que têm carteira para poder usufruir, no entanto, as classes baixa e média, os tais que degradam os serviços públicos, também são responsáveis pela criação da dita riqueza que premiou o país em 2025 pelos indicadores do PIB, que, infelizmente, não dá para repartir por todos.

A estratégia é criar um estado magro, em que as gorduras saturadas passam a ter bom uso e criar um estado atlético e saudável através da continuidade da distribuição das responsabilidades de Estado para Entidades Público-Privadas que fazem supostamente melhor gestão na Educação, na Saúde, na Cultura e no Ambiente e para tal definem entre a população quem é merecedor de tal tratamento. Mostre as suas referências: é rico? Filho de boa gente? É partidário? Então da “nossa parte” a avaliar os critérios é merecedor de apoio e reconhecimento da garantia dos seus direitos. O IRS é baixo? É da classe média-pobre? Trabalha com ordenado mínimo? É precário? Então lamentamos, pois o seu índice é prejudicial para o Estado e degrada-nos os serviços públicos e automatizados!

Votos de Boas Festas caro leitor.

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