Este sistema de inovação tem como principal função permitir às empresas ter um acesso privilegiado ao conhecimento e portanto à sua aplicação com o objetivo de criação de valor
económico.
Se analisarmos os dados do Eurostat fica evidente a relação estreita entre o desenvolvimento económico e social de um país e o seu posicionamento no ranking
da inovação. Esta aplicação do conhecimento promovendo a respetiva criação de valor económico é a definição, muito simples, de inovação. A complexidade não está no conceito nem na definição, mas na forma como se consegue operacionalizar a inovação.
Como é que as empresas podem inovar, contribuindo para tornar um território num espaço inovador e com grande capacidade de atração? Como é que é possível articular e melhorar a relação das empresas com os centros de conhecimento?
A sustentabilidade da economia deverá passar por um forte relacionamento entre empresas e sistema científico e tecnológico. No médio prazo, a valorização tecnológica do tecido empresarial deverá ser fator importante de competitividade. É fundamental a difusão da inovação nas empresas e fazer com que mais empresas sejam capazes de inovar e, por outro lado, fazer com que as empresas que já inovam aumentem o seu compromisso com este desígnio.
As estruturas de interface com o tecido empresarial constituem uma ferramenta
fundamental neste contexto e devem ser incentivadas e apoiadas permanentemente. As empresas devem ser os grandes centros de dinamização do emprego qualificado, mobilizando muitos dos graduados formados, com consequências positivas no aumento do valor na dimensão empresarial.
Acreditamos que só com o sucesso da implementação de uma estratégia baseada no conhecimento e na inovação é que Portugal terá um crescimento muito significativo
da sua qualidade de vida, com uma melhor redistribuição de rendimentos e impacto consequente no bem-estar económico e social.






